terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Velhos amigos, velhas histórias...

        Há amigos que passam pela sua vida e te marcam para sempre. Pessoas que conhecemos e em pouco tempo já te conhecem profundamente. Há outras pessoas que podem não te conhecer tanto, mas fazem um bem danado, aquele tipo de amigo que te anima mesmo quando o mundo está desabando. Há também grupos de amigos, grupos inteiros que provocam uma alegria diária, risos, histórias e situações inesperadas, grupos de pessoas que se juntam para viver melhor. Tive a honra de encontrar muita gente legal nessa vida. Pessoas que me marcaram e me alegraram durante um tempo, mas que por algum motivo, acabaram se afastando. Não que tenham se afastado porque queriam, muitos foi por culpa dos compromissos, da falta de tempo ou distância. Os motivos não tem grande importância e sim o fato que essas tantas pessoas que levo lembranças felizes, hoje, já não convivem mais comigo.
        É engraçado como para alguns o sentimento nunca muda. Tenho amigos que não vejo há um bom tempo e se eles precisarem de mim agora, eu irei ajuda-los. Eu irei por consideração, por amizade, pelo sentimento que é forte mesmo sem ter convivência atualmente. Por outro lado tem aqueles que juravámos que nunca perderíamos contato, mas hoje, nem sei por onde andas. Pessoas que encontramos na rua e não temos mais conversa. Imagina só? Logo nós que passávamos cinco horas conversando sem parar estamos limitados ao famoso e comum diálogo:

"Amigo1- Oii. Quanto tempo? Tudo bom?
Amigo2- Oii. Pois é, muito tempo. Estou bem e você?
Amigo1- Também estou bem. E ai, novidades?
Amigo2- Nada demais e você?
Amigo1- Nada também."



        Como pode não ter nenhuma novidade?? Desde quando precisava ocorrer algo para conversarmos por um longo tempo? E aquelas histórias que ontem você pegou chuva ou que na semana passada você viu um filme legal? Essas histórias são tachadas como sem importância, na maioria das vezes. Quando revemos um amigo falamos sobre notícias grandes, como a vida é um tanto monótona não vemos nada para contar. Parece que esquecemos que costumavamos contar aquelas coisas bobas do cotidiano e essas rendiam assunto para o dia inteiro. Para mim, esse momento de ficar perto de um grande amigo que não vejo a muito tempo e não ter assunto é o pior. Fico sentindo que perdi a pessoa, sinto vontade de agir como antes, de viver novamente situações semelhantes, mas, como dizia Aristóteles: "Um homem não entra duas vezes no mesmo rio. Da segunda vez não é o mesmo homem nem o mesmo rio" e com com o tmepo muitos mudam, já não reconheço aqueles que um dia eu conhecia como ninguém. Por mais que eu queira conviver com tal pessoa novamente, essa tal pessoa já não é mais a mesma, não que seja ruim agora, mas será diferente. 
        Apesar disso tudo ser chato, sei que é necessário e natural, afinal, quem nunca passou por isso? Há amizades eternas, mas são muito raras. Acho que o melhor ângulo para olhar toda essa situação é no lugar de pensar "Que pena que não tenho mais contato com fulano" pensar "Que sorte que tive de conviver com fulano". Pensando desse jeito posso afirmar que sou uma pessoa extremamente sortuda.
        Levo um pedaço de cada amigo que passou na minha vida comigo. Cada um me ensinou algo e aprendeu algo e já está gravado no tempo, nas lembranças e em quem viveu o mesmo.

=)

2 comentários:

Layane von Zanduhr disse...

estava escrevendo um texto no meu tumblr, sobre a amizade e esses sentidos, realmente é raro quem enxergue amizades por outro angulo...
adorei seu blog ^^

Christine Moreira disse...

Desde a primeira vez que descobri esse blog(procurando uma imagem pra um trabalho escolar) não parei mais de visita-lo' Ele é muito bom, gostei muito...

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