terça-feira, 29 de março de 2011

Contando Histórias III

Olá pessoal! O texto a seguir é uma resenha feita pelo Leandro  da Silva Moraes, nosso convidado para assuntos históricos, sobre - Backes, Ana Luiza Parte. Parte III – O pacto, cap 4: o desafio de campo Sales – construir maioria em um congresso dividido. In Backes, A. L. In Fundamentos da Ordem Republicana repensando o Pacto de Campo Sales. Porto Alegre: UFRS, 2004.

Abraços

Tom
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Por Leandro da Silva Moraes

Ana Luiza Backes tem doutorado em ciências políticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e é assessora técnica da câmara dos deputados[1].

                        O tema do texto se concentra nas dificuldades enfrentadas pela nova República brasileira juntamente com o presidente Campo Sales[2] em se estabelecer frente a uma certa instabilidade política causada fortemente pela heterogeneidade de pensamentos partidários – concentrados e republicanos legalistas -, por uma fragilidade econômica e por falta de credibilidade internacional.

                        A autora coloca como problemática no seu texto, uma tensão existente no Brasil no final do século XIX e no início do século XX, no que tange a possibilidade de criação de um estado forte nos moldes republicanos que conseguisse abarcar e não ser relevantemente depreciado pelas relações de poderes individuais que ocorriam no solo brasileiro, trazendo muitas vezes um enfraquecimento sucessivo da figura presidencialista e um fortalecimento do velho parlamentarismo da época do império, onde podemos ver várias vezes a interferência do executivo no legislativo. Ou seja, como ter estabilidade política, nas finanças e socialmente, frente a uma gama de interesses singulares que de muito abalavam as estruturas daquele novo regime de governo republicano/ presidencialista e por conseqüência mostrar uma confiabilidade para incentivar investimentos de investidores estrangeiros e trazer respeitabilidade nas relações internacionais do Brasil? Tal reflexão conversa com a passagem a seguir Esta questão terá grande importância na construção do pacto de consolidação da república:

Percebe-se nitidamente uma pressão internacional para o funcionamento da economia internacional para um funcionamento da economia brasileira segundo padrões confiáveis, bem como a resistência de um pequeno grupo. Campo Sales precisa mostrar que pode cumprir com as exigências dos credores internacionais, especialmente deve provar que controla o congresso nacional, tendo capacidade de implementar determinadas mudanças.[3]

                        Campo Sales na tentativa de obter maioria de partidários nos jogos políticos do Brasil república, faz uma quantidade perceptível de concessões. Dentre elas podemos ter como relevantes cortes no orçamento, aprovação de muitas reformas e aumento de impostos. Sua tentativa de ter apoio das duas maiores facções políticas, ou seja, dos concentrados e dos republicanos estava interelacionada com as expectativas de futuro num âmbito regional e globalizante/nacional. Todavia, uma forte oposição entre tais grupos políticos era preocupante para o governo, então, foi planejado um plano que foi denominado de “reforma do regimento” promulgada em 1889 com apoio de Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Pernambuco, modificando as normas de reconhecimento dos deputados. Segundo a autora, tal reforma se constituía de dois pontos fundamentais que perpassaram mudanças nos critérios de escolha do presidente das sessões preparatórias[4] e do critério no reconhecimento dos diplomas.[5] Devemos ver a razão dessa medida dentre outros fatores o enorme problema do governo em ter muitas vezes os dirigentes do estado que não controlavam suas próprias bancadas, sendo submetido dependendo da força daquela região a interesses de outras classes, como a dos cafeicultores de São Paulo e não estadualizando suas representações políticas. Mas, não podemos ver tais medidas com o objetivo de desnacionalizar as forças políticas brasileiras, pois esse aumento gradual da autonomia não elimina uma certa intenção de trazer uma unidade de estado.

            Outra discussão importante que foi mencionada pela autora no texto corresponde ao processo de transição entre o império a república, onde conseguimos, por exemplo, perceber diversos problemas que mesmo com a simbólica “proclamação da república”, temos ainda dificuldades como a administração das ditas “periferias”, as relações conflitantes entre poder local e poder central, a verticalização da ordem política/ social e a forte interferência do executivo na ordem legislativa. Tais problemas vão aos poucos sendo pensados pelo novo governo e alguns deles vão sendo melhorados como a solução de regionalização da representação, garantindo a solidariedade das bancadas estaduais com o poder central.[6] Também é importante a grande política pública para centralizar o estado, onde havia vários poderes regionais que muitas vezes interferiam nessa grande política pública, então, começa – se a tratar de uma “estadualização” das polis, em que foi possível a coexistência mais estruturada entre o público e o privado em uma integração que era também nacionalizante, evolvendo as relações entre o executivo e legislativo. Este novo regime de pensamento vai dando espaço a mandonismos locais, como o coronelismo que caracteriza – se como a reciprocidade entre o poder central e o local, onde muitas vezes entra sistemas clientelares[7]. Todavia, essa relação de economia moral traz algumas conseqüências como “O acordo regionaliza a geração dos atores legítimos, mas deixa o executivo à condução do legislativo nacional. O ponto fulcral do sistema é reproduzir o governismo, o apoio do legislativo.”[8]

                        Ana Luiza enfatiza as peculiaridades do sistema republicano brasileiro, como a difícil relação entre o público e o privado, o republicanismo paulista que muito se diferenciava de outras representações políticas/ sociais desse sistema de governo com o republicanismo gaúcho que tinha um maior tom positivista.
                        Assumindo a presidência da república em 1898, Campo Sales mostra no decorrer de seu mandato características diferentes de Prudente de Morais, onde podemos perceber seu certo distanciamento de grupos monarquistas, atraindo boa parte dos opositores de Prudente, diminuindo a polarização do congresso nacional[9] entre “concentrados” e “republicanos paulistas”. Sua gestão se relaciona fortemente com os ideais do PRF, ou seja, uma defesa notável da constituição de 1891, bem como do federalismo e do presidencialismo.  Outra intenção do governo republicano era tentar trazer confiabilidade para sua moeda, pois para a mesma se constituir como reserva de valor, meio de troca eficiente e unidade de conta, ela deveria ter uma instabilidade que estava sendo difícil de se pensar, pois a demanda no Brasil estava alta e por conseqüência os preços dos produtos também subiam, então a fidúcia[10] - característica fundamental para investimentos estrangeiros – estava insatisfatória, então, seria fundamentalmente importante uma medida governamental de austeridade econômica, opondo – se a política emissionistas[11], onde muito desvalorizaria a moeda brasileira. Esses impasses econômicos podem ser evidenciados no fechamento do congresso em 1891 e o contra – golpe de deposição do marechal Deodoro[12]. Esses diversos interesses que tinham pontos em comum fizerem da república um estado, mesmo que pluralizante ao mesmo tempo gerava com o modelo agroexportador e com as necessidades de matéria prima, mão de obra barata e mercado consumidor um imaginário de cumplicidade. Tal idéia pode ser vista no trecho a seguir:

(...)- nem a defesa do café equivale a uma oposição ideológica de ruptura, de evolução para uma posição “intervencionista”, nem a defesa da ortodoxia fiscal e da austeridade financeira implica necessariamente um apego ao laissez – faire. A defesa da absoluta centralidade da questão financeira, o profundo comprometimento com o reerguimento do crédito e com o saneamento financeiro eram pontos que proximavam os positivistas e os outros líderes republicanos dos paulistas.[13]

                        Creio que a autora juntamente com José Murilo de Carvalho mostrou uma república que não é simplesmente homogênea, bem como “República do café com leite” ou “República dos coronéis”, mas por outro lado, esclarece um modelo historiográfico que de muito mostra a complexidade e o sentido pluralizante da história republicana como a roupagem que agregasse as muitas expectativas de futuro distintas do final do século XIX e início do XX no Brasil. Tal idéia conversa com José Murilo de Carvalho no trecho “A solução mais comum foi de simplesmente definir o público como a soma dos direitos individuais, como na famosa fórmula de Mandeville: Vícios privados, virtude pública.”[14]

                        Por mais que existisse regionalismos fortes, o sentido de um Brasil, como conhecemos estava sendo construído, ou seja, essa identidade está repleta de historicidade e peculiaridades que foram sendo adicionadas ao longo de décadas. Essa república federativa do Brasil de hoje é produto de uma república brasileira de 1889.
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NOTAS

[2] Representante forte dos interesses do partido republicano paulista.
[3] Backes, Ana Luiza Parte. Parte III – O pacto, cap 4: o desafio de campo Sales – construir maioria em um congresso dividido. In Backes, A. L. In Fundamentos da Ordem Republicana repensando o Pacto de Campo Sales. Porto Alegre: UFRS, 2004. P. 106.
[4] Backes, Ana Luiza Parte. Parte III – O pacto, cap 4: o desafio de campo Sales – construir maioria em um congresso dividido. In Backes, A. L. In Fundamentos da Ordem Republicana repensando o Pacto de Campo Sales. Porto Alegre: UFRS, 2004. P. 109.
[5] Backes, Ana Luiza Parte. Parte III – O pacto, cap 4: o desafio de campo Sales – construir maioria em um congresso dividido. In Backes, A. L. In Fundamentos da Ordem Republicana repensando o Pacto de Campo Sales. Porto Alegre: UFRS, 2004. P. 109.

[6] Backes, Ana Luiza Parte. Parte III – O pacto, cap 4: o desafio de campo Sales – construir maioria em um congresso dividido. In Backes, A. L. In Fundamentos da Ordem Republicana repensando o Pacto de Campo Sales. Porto Alegre: UFRS, 2004. P. 125.

[7] O presidente concede benefícios ao coronel e o mesmo segue com medidas que interessa a ordem daquele respectivo presidente.

[8] Backes, Ana Luiza Parte. Parte III – O pacto, cap 4: o desafio de campo Sales – construir maioria em um congresso dividido. In Backes, A. L. In Fundamentos da Ordem Republicana repensando o Pacto de Campo Sales. Porto Alegre: UFRS, 2004. P. 128.

[9] Esse apoio também está ligado com a recuperação do meio simbólico do modelo modernizador dos ditos “propagandistas”.
[10] Confiabilidade da moeda brasileira.

[11] Dentre várias características estavam as muitas discussões sobre até que ponto o estado poderia interferir na economia, gerando divergências políticas entre liberais e conservadores.

[12] Backes, Ana Luiza Parte. Parte III – O pacto, cap 4: o desafio de campo Sales – construir maioria em um congresso dividido. In Backes, A. L. In Fundamentos da Ordem Republicana repensando o Pacto de Campo Sales. Porto Alegre: UFRS, 2004. P. 175.

[13] Backes, Ana Luiza Parte. Parte III – O pacto, cap 4: o desafio de campo Sales – construir maioria em um congresso dividido. In Backes, A. L. In Fundamentos da Ordem Republicana repensando o Pacto de Campo Sales. Porto Alegre: UFRS, 2004. P. 175.

[14] A Formação das Almas. O Imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. 16. reimpressão, 2006. P.18 – 19.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ficha Limpa, Um Passo À Frente

OS FATOS
 No decorrer das eleições do ano passado, em 2010, houve toda uma movimentação cívica a respeito do que ficou conhecido como Ficha Limpa. Durante mais de um ano o MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) e a ABRACCI (Articulação Brasileira Contra a Corrupção e Impunidade) coletaram através de diversos meios de comunicação, incluindo a internet, 1,3 milhões de assinaturas para que a proposta vie-se a se tornar um projeto de lei. Com esse número alcançado e com o forte apoio da sociedade civil brasileira o projeto passou por todas as casas do legislativo tornando-se a Lei Complementar Nº 135, de 4 de Junho de 2010. Então surgiu um problema. E esse problema tinha nome e sobrenome: Joaquim Roriz...

Acusado de faltar com o decoro parlamentar e possuir mais de 140 processos nas costas (nas mãos, pés, ouvido e haja espaço em casa para tanto processo), Joaquim Roriz recorreou da decisão o que levou a lei da ficha limpa para todas as instâncias do judiciário. Já no STF (Supremo Tribunal Federal) foi levantada a posssibilidade de que a ficha limpa fosse incontitucional. Houve um impasse: na hora de votar se era ou não era constitucional teve um empate e deixaram para decidir isso só quando um novo ministro entrasse para dá o voto de Minerva.

Resultado: o ficha limpa valeu, em parte, para as eleições de 2010, no entanto, ainda não é uma lei definitiva...


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O QUE ISSO NOS MOSTRA

O brasileiro é um povo sem espírito político (leia mais sobre em "Vamos Falar de Política??"). Isso é uma verdade que ninguém nega e, espero, ninguém se orgulhe. Isso é uma característica explicada até mesmo pelo nosso histórico: sempre muito passivo nas decisões do passado, como na indenpendência e na proclamação da república. O brasileiro nunca precisou suar e nem derramar sangue para conseguir essas conquistas. Isso tornou o brasileiro deslaxado para a luta de seus direitos. Passamos por uma quantidade enorme de golpes e pouco vimos a democracia. Hoje vivemos num ambiente mais favorável de forma que é possível falarmos de política. Verdade, o brasileiro não gosta de falar sobre isso, no entanto, a movimentação dada para que a ficha limpa vira-se lei é um passo importante pra que o maior mal nacional se extingua: a corrupção. Essa mobilização mostra que falta para nós a iniciativa. É dentro desse contexto que é possível politizar o brasileiro.

Li em reportagens que nas eleições de 2010 houve um fato inédito na política nacional: uma quantidade fora do comum de brasileiros iniciaram pesquisas, de livre e espontânea vontade, sobre os pretensos candidatos ao seu voto. É uma coisa legal de se saber. Óbvio que, como "bom brasileiro", eles vão esquecer em quem votaram, mas já é uma atitude louvável.

O Ficha Limpa é uma lei que trás uma diversidade de benefícios à população e é engraçado dizer que é incostitucional na medida que foi democraticamente aceita pelo Brasil. Salvo algum desvio de 5 pontos percentuais, uma média de 80% a 90% das pessoas aprovavam a iniciativa! Como isso pode ser inconstitucional?

Acho que a lei da ficha limpa é um ótimo meio de criar um novo tipo de brasileiro: um brasileiro mais propenso a debates... um brasileiro politizado.
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FONTES E LINKS
 

Fonte do número de processos do titio Roriz
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OBSERVAÇÃO

Luiz Fux, novo ministro do STF, já está aí e ele é muito simpático para com a lei do Ficha limpa. Provável que ele a aprove!

"Um voto muda tudo"

Saudações a todos!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Roda das Deusas: Deusa Ártemis


           Ártemis (Diana para os romanos) é a deusa da caça e da Lua. É filha de Zeus e Letona (Leto). Irmã gêmea de Apolo, ela faz parte do Eixo da Independência junto com  a deusa Atena, porém ela possui uma independência  mais física e Atena uma independência intelectual.
          A deusa Ártemis representa mulheres atléticas que apreciam a natureza e os animais.  Aventureira, parece que a bateria dessa deusa nunca vai acabar, pois energia para um passeio ela sempre possui.  Independente, sabe viver só e sente-se bem assim.  É auto-suficiente o que faz com que ela não seja dependente de um homem para sorrir. As mulheres de Ártemis quando estão envolvidas em relacionamentos costumam ser companheiras e incapazes de sufocar seu parceiro com ciúme, elas respeitam a liberdade dos outros da mesma forma com que elas querem que respeitem as delas.
         As mulheres que possuem personalidade semelhante a deusa Ártemis costumam não se sentirem bem em locais apertados e roupas justas. Apreciam o espaço e o conforto e costumam trocar programas urbanos por idas a cachoeiras nos fins de semana. São mulheres que após um longo tempo sem ter contato com a natureza se sentem fracas, com pouca energia e então, após passar o dia em uma praia, cachoeira, montanha ou fazenda já se sentem revitalecidas novamente.
          A deusa da caça pediu aos três anos de idade os seguintes presentes para Zeus, seu pai:  um arco e flecha, uma túnica curta, montanhas, selvas e castidade eterna. O motivo de cada item da lista mostra um pouco mais da personalidade dessa deusa. O arco e flecha usado  para mirar um objetivo e atingi-lo representa pessoas determinadas e objetivas que possuem metas bem definidas. A túnica curta representa roupas confortáveis, pois Ártemis e suas semelhantes não gostam de roupas que limitem seus movimentos. As montanhas e selvas representam o fato dessas pessoas saberem onde procurar o que querem com total coerência. São pessoas que além de determinadas e objetivas sabem correr atrás do que querem e conseguem definir os melhores caminhos. Já a castidade representa sua independência física, o pedido de uma criança para nunca ter um homem que atrapalhe sua liberdade, no caso das mulheres de Ártemis esse pedido representa o fato de não se prenderem a qualquer homem, apenas aqueles que valham a pena trocar um pouco de sua independencia pela companhia do parceiro.

          Por apreciarem a liberdade física, as mulheres de Ártemis costumam apresentar dificuldade em cumprir horários no trabalho e universidade. Sua energia e inquietude não a deixa parar e esperar gerando certa impaciência. Ártemis é uma deusa singular por apresentar uma personalidade decidida, objetiva e amiga.  Muito sociáveis, é bem provável que você tenha um exemplar típico de Ártemis perto de ti.
Abraços a todos e até mais!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Saudades...

 Dizem que apenas a língua portuguesa tem uma palavra específica para este sentimento, no entanto, em todos os povos. Em todo ser humano. Em todos os rostos do mundo é possível enxergar isso que chamamos de saudade.

Muitas pessoas temem a saudade, por ser um símbolo de que o que se ama e tem afeição esta distante. A saudade é a única coisa que restou de tudo aquilo que um dia já foi bonito e tão palpável. A saudade são os restos de dias que nos orgulhamos. A saudade é a sombra de um monumento tão glorioso, mas que hoje reside no passado. Quando as lembranças de grandes amigos fazem nossos pensamentos viajarem a tempos tão memoráveis e à nossa porta encontram-se os bons momentos vividos, mas que não voltaram mais. É a saudade que te arrasta para um tempo que já é longícuo demais para se avistar. A saudade, essa moça cruel que nos faz revivenciar tudo que já foi, ou que um dia seria, sem nos perguntar se de fato gostaríamos de nos lembrar. É esta a visão que uma grande parcela das pessoas tem sobre a saudade. Não querem lembrar de um tempo agradável, pois é doloroso se dar conta de que é passado. Minha visão é oposta.
"Saudade: em vez de um ponto, Uma vírgula"... 

A saudade não implica num fim, mas numa continuação...

A saudade me faz recordar de bons momentos, dos quais não quero me separar. A saudade me dá a certeza de que tenho momentos felizes para recordar. Que tenho, ou tive, amigos com os quais compartilhei - compartilho - memórias quase lendárias! É na saudade de pessoas queridas que encontro a certeza que já amei, ou ainda amo. É na saudade que está a certeza de uma vida bem vivida. Saber que pessoas sentem saudades de mim é algo que me honra... meu nome é lembrado!

Portanto, não sinta saudades com um ar triste... sorria ao sentir saudades de algo ou alguém... sentir saudades é sinal de que você ainda lembra e teve bons momentos para serem lembrados.
 

sábado, 19 de março de 2011

Roda das Deusas:Deusa Atena

          Atena é a deusa grega da sabedoria, da justiça, das artes, da estratégia, da guerra. É a minha deusa predileta por diversos fatores, entre eles o fato de ser a deusa que possuo maior semelhança. Ela teve o nascimento no mínimo diferente. Urano profetizou que o filho de Métis e Zeus seria mais poderoso que o pai, então  Zeus engoliu sua esposa grávida com a finalidade de evitar que a criança nascesse. Algum tempo depois Zeus sentiu uma terrível dor de cabeça e necessitou abrir o crânio para saná-la. De dentro dele saiu Atena, nasceu adulta e armada, uma guerreira  esperta e dona de uma sabedoria notável.  

          Atena representa mulheres sábias, extremamente profissionais e práticas.  Possui pensamento lógico voltado para o concreto o que auxilia muito na hora da argumentação. Estrategistas e competitivas buscam crescimento profissional em áreas que envolvem sabedoria. Atena nasce pronta para lutar, para batalhar pelo o que quer mostrando ao mundo para o que veio. Segura de si, costuma analisar friamente  uma situação vendo por um ângulo externo.  

         Embora sua couraça a proteja, também a  afasta emocionalmente. Pessoas representadas por essa deusa costumam ser tecnicamente muito forte, mas frágeis por dentro. Gosto da afirmação de alguns autores que dizem que Atena é uma frágil donzela: de metal por fora e carne e osso por dentro.  Ela possui uma frieza como proteção, apenas após ter certeza da solidificação de um sentimento ela é capaz de se permitir emocionar. Desconfiada, desinibida e segura. Se uma mulher do padrão de Atena se envolveu emocionalmente contigo, não se engane, ela não se tornará dependente de ti para tudo. Mulheres de Atenas admiram e apreciam a liberdade e se por algum momento perceber que o sentimento antes visto sólido está se dissolvendo irá rapidamente se proteger com uma camada de frieza evitando assim sentir dor e aparentar fragilidade. A deusa Atena e suas semelhantes não se permitem aparentar fragilidade. São deusas da guerra e sua frieza é seu escudo, sua proteção.

          As principais características negativas de uma mulher de Atena vêm dessa dificuldade de se envolver emocionalmente o que dificulta em relacionamentos. A mulher de Atena pode tomar atitudes facilmente desconsiderando qualquer sentimento, porém, elas são incapazes de cometer injustiças. A lógica sempre estará presente em sua vida e em suas decisões. Ela também pode se dedicar muito a carreira profissional se privando da diversão e relacionamentos afetivos. Há necessidade de se achar um equilíbrio para tais características evitando assim prováveis problemas futuros.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Moonlight

- Kamelot

I have never craved the system's sympathy
(Eu nunca quis a simpatia do sistema)
I get restless over pitys smiles
(Eu fico revolto com sorrisos de piedade)
Some precaution wouldn't harm my history
(Um pouco de precaução não mancharia minha história.)
If I had the will to wait a little while
(Se eu tivesse a determinação de esperar um momento)

You cut the silence like a knife
(Você corta o silêncio como uma faca)
You know I can't repent for all
(Você sabe que eu não posso me arrepender de tudo.)

Moonlight falling over me
(Luz do luar que cai sobre mim)
Sail on where the shadows hide
( Navegue para onde as sombras se escondem)
Moonlight crawling down on me
( Luz do luar que rasteja até mim)
Just like you couldn't compete with my pride
(Como se não pudesse competir com meu orgulho)

Compensation for the missconducted life
(Recompensa para uma vida mal conduzida)
Is it way too much to ask?
( Será que é muito para se pedir?)
Hard to wake up
( É difícil acordar,)
With your heart and soul deprived
( Desprovido de coração e alma,)
When morning comes
( Quando a manhã chega)
The second to your last
( a sua penúltima.)

You cut the silence like a knife
(Você corta o silêncio como uma faca)
At the edge of my last defences
( Na margem das minhas últimas defesas.)
You cut the silence like a knife
( Você corta o silêncio como uma faca)
You know I won't repent for all
( Você sabe que eu não posso me arrepender de tudo.)

Moonlight falling over me
(Luz do luar que cai sobre mim)
Sail on where the shadows hide
( Navegue para onde as sombras se escondem)
Moonlight crawling down on me
( Luz do luar que rasteja até mim)
Just like you couldn't compete with my pride
(Como se não pudesse competir com meu orgulho)

Shine on silver from the sky into the night
(Brilhe em prata, do céu para dentro da noite)
Gaia shivers and I need your leading light
( Gaia estremece, e eu necessito de sua luz-guia)

Moonlight falling over me
(Luz do luar que cai sobre mim)
Sail on where the shadows hide
( Navegue para onde as sombras se escondem)
Moonlight crawling down on me
( Luz do luar que rasteja até mim)
Just like you couldn't compete with my pride
(Como se não pudesse competir com meu orgulho)
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Esta música é original do disco The Black Halo, da banda Kamelot.
Esse disco é conceitual, ou seja, suas músicas giram em torno de determinado tema ou obra já produzida. No caso desse disco as músicas são baseadas na obra Fausto, de Goethe. Nessa obra Fausto, em busca da verdade definitiva, após perder a mulher amada, encontra o diabo que lhe oferece tudo em troca de sua alma. Tanto o disco quanto a obra de Goethe são uma batalha entre o bem e o mal. É muito bom!

P.S: escute a primeira parte da história antes, no disco Epica, e só então ouça The Black Halo.
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quarta-feira, 16 de março de 2011

A Roda das Deusas


          Em uma tarde qualquer o Tom me falou sobre a Roda das Deusas Gregas. Contou-me sobre a associação entre as personalidades das mulheres com as sete deusas: Atena, Ártemis, Deméter, Perséfone,  Afrodite,  Hera e Héstia. Ele mencionou suas tentativas de me associar com tais deusas e  disse que eu era definitivamente uma Atena. Sem entender muito sobre a Roda das Deusas pedi por mais informações, porém, ele havia lido sobre o assunto há um bom tempo e não se lembrava de muita coisa, mas o pouco que lembrou me explicou em detalhes.  Após um tempo pesquisei mais sobre a deusa Atena e me admirei com os resultados, minha personalidade realmente se assemelha a dela. Procurei então mais informações sobre a Roda das Deusas, mas, infelizmente, pouco achei.
          Meses depois eu estava passando pelo blog da Atena(blogueira), o Expansão da Consciência (um blog excelente) e comentei que adorava  a deusa grega Atena. e seu referente nome. A Atena(blogueira) então respondeu-me contando que possuía um arquivo sobre Atena e outras deusas e que poderia me mandar por e-mail, e assim foi feito.
          Poucos dias após esse ocorrido eu me deliciava associando as mulheres que conheço bem com as deusas da mitologia grega. Esses arquivos me fascinaram e despertaram maior curiosidade sobre o tema. Pesquisei um tanto mais sobre tais deusas e sobre a Roda e compartilhei o arquivo com amigos e familiares e após alguns debates em rodas de amigos resolvi escrever sobre elas aqui para compartilhar com os leitores do Clave de Lua também. Deixo claro que não sou perita no assunto, logo, posso cometer erros em minhas interpretações. A intenção de divulgar tal tema no blog é para me aprofundar ainda mais no assunto e compartilhar informações sobre tal. Convido aos que souberem mais sobre a Roda das Deusas e suas protagonistas a comentarem aqui, é sempre bom debater sobre esses assuntos.
          Para aqueles que tiverem interesse no arquivo completo é só mandar um e-mail  nos comentários que eu enviarei o arquivo.
          A Roda das Deusas , como dito anteriormente, associa a personalidade das mulheres com deusas gregas. É interessante ressaltar que uma pessoa pode e bem provável que tenha características de diferentes deusas, porém, irá se identificar mais com uma ou duas, essas serão suas representantes. A Roda das Deusas busca uma maior compreensão própria com essa análise auxiliando as pessoas há equilibrar as características presentes em sua personalidade tendo em vista que radicalismos prejudicam ao indivíduo em questão.
         As sete deusas são classificadas em três eixos: O Eixo da Independência com  a sábia Atena e a aventureira Ártemis, o Eixo do Amor com a sedutora Afrodite e  a maternal Deméter e o Eixo do Poder com a tradicional Hera,  a esotérica Perséfone e a introspectiva Héstia. Em posts futuros explicarei detalhadamente cada personalidade de cada deusa mostrando não apenas seus lados positivos mas também seus lados negativos.
          Espero que gostem das histórias e me interessaria muito em saber com qual deusa você mais se assemelha no final dos posts.
Abraços a todos e até mais ver!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Eu Ainda Escrevo e Recebo Cartas

 Num tempo já distante não havia espaço para alternativas. Não era uma escolha. Era a única escolha. Mandar uma carta era a única forma de manter contato com as pessoas que estavam distantes. A comunicação era difícil e demorava muito para se receber notícias. O rei morreu? Você só saberia dois meses depois. Sua tia vem te visitar? É fácil ela chegar num dia e a carta chegar somente no dia seguinte.

Hoje, com o advento das tecnologias de telefonia e afins, é tão mais simples a comunicação. Nesse exato momento me utilizo dessa facilidade para entrar em contato com você! Opções não faltam: Telefone, celular, SMS, email, MSN, Orkut, twitter etc. Poxa, é ótimo toda essa liberdade que dispomos em nossos dias! Devo confessar que me utilizo da maioria desses tipos de comunicabilidade. Sem contar com as formas das quais nós podemos usar para informarmos, como a televisão, periódicos e jornais. No entanto, não há nada como uma carta...
Chegar em casa e olhar a caixa de correio e, veja só, que surpresa! Uma carta para mim! Adoro abrir aquele envelope e sentir aquele pedaço de papel em minhas mãos repleto de palavras e pensamentos. Ao tocar naquele pedaço cheio de palavras e ao lê-las posso ver quem me mandou a carta escrevendo-a, com caneta - palavras de caneta são eternas. Imagino o tempo gasto com aquela carta... os pensamentos do tipo "ele vai gostar de ler isso"? Acho tão divertido quando vejo uma tentativa de conserto! Aquele traço mais forte sobre uma determinada letra que ecoa um pensamento de quem escreveu: "droga...errei. Mas acho que dá pra arrumar. Será que ele vai perceber"? Ou a famosa linha sobre a palavra errada e junto o pensamento: "poxa. Nem dá pra arrumar. Ah, mas já estou no finalzinho... Vou passar um traço"! Escrever uma carta também é uma experiência muito agradável. Colocar no papel palavras e pensamentos que apenas aquela pessoa vai ler, pensando você. Discussões através de cartas são ótimas! É uma verdadeira aventura épica! Um bom bate-papo nesse universo de palavras pode levar meses! Você acaba esquecendo o início da conversa! Agora, carta sempre lembra amor. No meu caso, lembra a Thai!

Não há nada mais romântico que cartas! É tão bom dedicar aquele tempo escrevendo, de próprio punho, palavras de carinho para quem se ama. É possível sentir o perfume do escritor(a) da carta e até mesmo os abraços e beijos da pessoa que se ama ao ler sua carta. O melhor é guardá-las e sempre que quiser você pode relê-las para lembrar-se de pessoas!

Eu e a Thai, moça mais linda do mundo, ainda temos esse hábito de mandar cartas um para o outro! Vivo relendo-as...

P.S: Vamos colocar o pessoal dos Correios para trabalhar!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Vamos falar de política??

          Por que brasileiro, em geral, não se interessa por política? Desde jovem vejo pessoas dizendo que simplesmente não gostam ou alegando que a corrupção política no Brasil gerou um desinteresse na população. Então, pergunto agora, a corrupção gerou o desinteresse na população ou o desinteresse  da população deu brecha para a corrupção? 
          Ignorar a política brasileira não auxília em nada a sua pátria, ao contrário, torna-o  um cidadão facilmente manipulável, uma vítima fácil para algum político desonesto. Não irei mencionar aqui aquele texto clichê onde repetimos que todo brasileiro deve agir como um cidadão pesquisando e se informando sobre a política na sua nação e exercendo o direito (obrigatório) de voto, mas, irei apenas alertar a importância de ser um cidadão.
           Sou a  favor  de uma mobilização em massa afim de promover uma reforma política e assim dar um F5, uma atualizada, no Congresso Nacional, porém, entendo que  boa parte dos brasileiros queiram o mesmo que eu, porém não façam nada para alterar o quadro atual. O que não consigo entender são esses mesmos brasileiros desistindo do seu país. Anunciando aos quatro ventos que não existe político honesto sem nem ao menos pesquisar. Poxa, meus caros, se vocês evitam se informar sobre os políticos não encontraram nunca um que valha a pena depositar seu voto. Por gentileza, vocês não são mais crianças. Parem de prestar atenção na política brasileira apenas no ano eleitoral, pois é exatamente em época fora das eleições que as notícias mais importantes e marcantes aparecem. Também aconselho evitar ler/assistir/ouvir apenas uma fonte de notícia. Compare opiniões e informações. Vejam e analisem criticamente  lados diferentes da mesma história.
          Costumo ouvir por aí que um voto é pouco para alterar a situação atual do Brasil. Sim, sim, seria utópico  imaginar que essa situação mudará apenas por você ter se informado antes de votar, mas pense comigo: uma pessoa bem informada politicamente acabará se envolvendo em debates em rodas de amigos sobre política e repassando informações interessantes sobre tal. Também poderá opinar e conversar com pessoas que divergem nas escolhas políticas apresentando a eles bons argumentos e analisando outra visão da mesma história sem contar, é claro, no voto. Acredito que um voto correto não muda o país, mais um errado muito atrapalha. Penso, por exemplo, nos 100.051 brasilienses que no ano anterior votou na Jaqueline Roriz, filha do ex-governador Joaquim Roriz e da ex-candidata Weslian Roriz, e hoje estão assistindo notícias onde ela aparece envolviada com corrupção política. Esses 100.051 eleitores pouco pesquisaram sobre a conduta, as propostas e o histórico da sua candidata elegendo a Jaqueline Roriz para nos representar na Câmara.
          Não seja mais um voto sem consciência política. Não ignore o governo brasileiro. Não desista do Brasil. Pense, pesquise, se informe, debata. Não pense na política apenas nos anos da copa, seja um cidadão ativo. Reconheço que há muita coisa para reclamarmos na política, mas antes de lamentar, vamos fazer a nossa parte para mudar isso.
          

quarta-feira, 9 de março de 2011

Por Que Escuto Rock'n'Roll?

Quando mais novo, em meus 7 anos de idade, era uma criança que não tinha preferências musicais. Ouvia o que era posto nas ruas e televisão e, de fato, não gostava nem um pouco daquilo tudo. Então, mexendo nos discos antigos do meu pai vi um que me chamou a atenção: The Bee Gees. Poxa, foi a primeira banda que gostei. E passei a ouvir aqueles discos da década de 70. Então cresci mais e percebi que eram músicas das quais não podia compartilhar como minhas, pois faziam parte de um outro tempo e mundo. Mais uma vez mexi nos cds de casa e vi albuns de Milton Nascimento, Jair Rodrigues, Chico Buarque, Elis Regina e Geraldo Vandré. Poxa, adorei tudo aquilo. Cheio de energia brasileira e repleto de reflexões sobre momentos da história brasileira. Mas ainda não tinha o que eu queria. Queria força e explosão, entende? Então, em meus 10 anos de idade, vi um nome que mudaria o que ouviria a partir dali: Legião Urbana...

Nossa! Legião Urbana me fez ouvir um mundo inteiramente novo. Renato Russo era preciso em seus versos e o que dizia era exatamente o que eu pensava. Melodias cobertas de uma atmosfera feroz, às vezes densa e profunda, outras vezes alegres. Notei o quanto aquilo era ótimo para se ouvir e refletir, pois se você não reflete ao escutar Legião Urbana, de fato, você não ouviu Legião Urbana. Ouvi todas suas músicas. Cinco, dez... cem vezes! E queria mais. Pesquisei outros nomes do Rock'n'Roll, mas agora queria ouvir coisas mais velozes e explosivas. Foi quando um amigo me mostrou Metallica.

Mais uma revolução ocorreu. O Heavy/ Trash Metal deles era inconfundível. Analisando suas letras observar-se reflexões filosóficas sobre a morte, controle e solidão. Foi então que comecei a ouvir Queen, Nightwish, Lacuna Coil, Iron Maiden, Blind Guardian, Rhapsody, Sepultura, Epica, Kamelot, AC/ DC, Dream Theater, Black Sabbath e tantos outros nomes. Ainda escuto minha MPB, meu Blues e Jazz, sonsinhos de 70 (muitos bons), reggae e até música erudita e samba (por que não?!).

O que toda essa história tem haver com o título do post?

Bem, durante essa minha viagem musical observei um fato que só me deixou sossegado quando ouvi os primeiros versos de Rock'n'Roll: as produções musicais, de forma geral, não alimentavam minha fome por refletir. Músicas da década de 60 e 70 são muito divertidas e alegres, mas não tem nada além de um ar divertido (raras exceções). "Esqueça o mundo ao redor e vamos dança"! A MPB é um nível que trás sim toda uma reflexão que não se encontra nas músicas ouvidas nas décadas de 70. Tem todo o tempero brasileiro e aponta as mazelas sempre de forma alegre, no entanto, diz respeito apenas ao Brasil. O Rock'n'Roll não. Ele é explosivo, alegre e divertido. É pura expressão da juventude. Carregado de vida e força. Inteligente quando preciso e reflexivo.

O que quero dizer é que, de forma geral, o Rock'n'Roll se diferencia das demais demonstrações musicais por ser uma forma universal. Como a música erudita (clássica) ele não se importa com limitações temporais ou locais. Muito do que é dito nas canções de Rock são atuais em qualquer época. Ouvir uma música do Iron Maiden ou do Metallica, escrita a quinze anos, ainda é relevante.

Sei que há muito produzido nessa esfera que não presta, mas é muito mais fácil enxergar bandas e canções de verdadeira força. Não quero dizer que os demais gêneros musicais não tenham sua beleza e importância. Não é isso. Exprimo aqui motivos que me fazem gostar mais de Rock'n'Roll. Somente isso. Também gosto demais de MPB (realmente gosto muito), Jazz, Blues, Reggae, músicas antigas e curto até samba e, por quê não, forró. Só expresso aqui o que me levou a ouvir Rock'n'Roll, e o metals da vida.

Enfim, escuto Rock'n'Roll porque este trás essa, flexibilidade e reflexão universal e é isso que me faz admirá-lo... óbvio, também pelas guitarras alucianadas, a bateria pegando fogo e o baixo dando cobertura!

O Rock'n'Roll é alimentado pela juventude e seus sentimentos controvertidos e reflexivos sobre o mundo.  Há velhos que escutam também, mas por que ainda carregam em si o espírito da juventude. Enquanto houver jovens no mundo com guitarras à mão o Rock será seu hino!

"Turn On this Guitar and play it on"!

\,,/

terça-feira, 8 de março de 2011

Selo: Prêmio Sunshine Awards

          
          Fico feliz em dizer que ontem,  07 de março, o Clave de Lua recebeu seu primeiro selinho. Eu e o Tom ficamos muito felizes ao receber o selo Prêmio Sunshine Awards da Karin, blogueira do Prateleira de Cima
          O interessante é que cada selo promove uma interatividade entre blogs gerando uma divulgação positiva, como por exemplo, o selo Prêmio Sunshine Awards leva três regrinhas para o recebedor: criar um post para o prêmio, incluir neste post o link do blog que o indicou e indicar o selo para outros 12 blogs. No final há um reconhecimento do blog indicado e uma divulgação de outros blogs com a finalidade de trocar informações entre blogueiros, parceiros e visitantes.
          Então, irei postar os doze links que eu e o Tom indicamos:

  • Expansão da Consciência - Blog com textos de alta qualidade que fazem realmente sua consciência expandir, escrito pela Atena;
  • Momentum Saga - Ótimo blog sobre ficção científica com temas interessantes e notícias diferente, escrito por Sybylla e Marco Hundsdorfer;
  • Livros e Afins -  Blog voltado para os amantes de literatura com bons textos e que promove o Blogagem Coletiva, escrito por Alessandro Martins;
  • Da Pimenta - Contém assuntos diversos e interessantes com boa abordagem, escrito pela Dani;
  • Chocolate e Coca-cola - Apresenta textos legais sobre diferentes temas, escrito pela Débora;
  • A 2 Passos - Enfoca a política com temas com informações úteis para qualquer cidadão, escrito por Cidadão;
  • Menta Flocada - Com humor apresenta tirinhas e temas diversos, escrito por Amanda;
  • Olhar Crítico - Apresenta textos críticos sobre temas que merecem ser refletidos por todos, escrito por Lucas Rosendo;
  • Rogério Rosa - Blog que contém uma variedade de assuntos envolvendo pesquisas, documentários, charges, notícias e outros, escrito por Rogério Rosa
  • Lírio - Contém posts bonitos e bem elaborados, escrito pela Nathália;
  • Individualidade e Diversidade - Blog sobre ciências humanas, escrito por Brad Pághanni;
  • Sun Rises Here - Contém ótimas indicações sobre livros, bandas, filmes, séries, escrito por Carolina Mota;
           Então, esses são os blogs que indicamos, aproveitem e visitem o conteúdo do blog que te interessar.

 Abraços a todos e em breve voltaremos com nossa programação normal!


domingo, 6 de março de 2011

Em Fahrenheit 451, Que Livro Você Seria?

ESCOLHA DO TOM

Há tantos livros com os quais me indentifico bastante. Sou um grande fã de fantasias medievais, mas dentro de um mundo onde a literatura passou a ser crime e que apenas poucos fossem detentores desse luxo meu nome seria: Poesia...

Em mim as pessoas encontrariam a beleza de um verso repleto de rimas raras. Idéias obscuras de um jovem sem esperança na vida, nas palavras de Lorde Byron. A definição contraditória do que viria a ser o amor, nas antíteses de Camões. O poema forte e incisivo, nos pensamentos de Augusto dos Anjos. A liberdade cantada, nos versos de Castro Alves. A crítica aterradora, do barroco Gregório de Mattos. A esperança em dias melhores, na eternidade de Carlos Drummond de Andrade... A filosofia poética, nas rimas de William Shakespeare... são muitos nomes que teria orgulho em carregar sobre meus ombros. Não escolhi um livro, de fato. Eu seria uma coletânea de poesias!
Por que meu nome seria Poesia?


Porque em um mundo como Fahrenheit 451, onde as pessoas não podem se comover ou alegrar-se lendo um bom livro, acredito que falta a beleza da vida. Falta a estas pessoas o entendimento do viria a ser o amor. Na poesia encerra-se todo o significado da vida e da morte. Do amor e da solidão. Há uma diversidade de idéias, pensamentos e críticas veladas por detrás dos mais belos versos. Acredito que por mais triste que seja a realidade há a necessidade de esperança. O homem é movido por este sentimento que dá objetivo... Dum spiro, spero...

As pessoas têm a necessidade de ouvir...

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
".
- (Soneto de Fidelidade, de Vinícius de Morais)

...quando estam amando apaixonadamente. Elas tem a ânsia em ouvir...

"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é
ES-PE-RAN-ÇA"...
 - (Esperança, de Mário Quintana)

...quando tudo é somente escuridão e medo.

As pessoas precisam ouvir palavras que se assemelhem ao que sentem. Saber que há outras pessoas que as entendem.


"Meu nome é poesia
 Em meu canto a vida dança
 Para muitos minhas palavras são heresia
 Para outros elas são esperança"...



- (Meu Nome É Poesia, de Tom)

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ESCOLHA DA THAI

          Há tantas obras que eu tentaria decorar, que levaria na lembrança. Tantas histórias que me alegraram, mas na difícil escolha de uma obra apenas eu seria com muita honra  O Mundo de Sofia.

          Guardaria na memória toda a história da pequena Sofia que próximo ao seu aniversário de 15 anos descobriu o mundo da filosofia. A cada capítulo, a cada ensinamento está gravado uma época diferente onde é descrito com fidelidade os pensamentos das sociedades antigas nos levando a compreender toda a evolução da história e filosofia junto com seus principais mestres.
   
          Em Fahrenheit 451 eu provocaria a curiosidade das pessoas com questões como "Quem é você? Como o mundo foi criado? Será que existe uma vontade ou um sentido por detrás do que ocorre? Há vida após a morte? Como podemos responder essas perguntas? E, principalmente, como devemos viver?" e junto com sua personagem principal conheceríamos  um pouco sobre a vida  e os pensamentos de filósofos como Sócrates, PlatãoAristótelesDescartesMarx, Darwin, Freud entre tantos outros. A história que eu levaria em memória não tentaria explicar todas as respostas, e sim apresentar questões as pessoas com a finalidade de fazê-las pensar e posteriormente apresentando a visão de pensadores sobre tais questões, assim, Sofia (e seus leitores) poderiam comparar diferentes pensamentos podendo assim criar as suas próprias respostas. Uma obra interativa que provoca pensamentos fazendo qualquer ouvinte/leitor se questionar e filosofar sobre as coisas mais simples até as mais complexas.


          "O outro envelope também trazia o seu nome. Abriu-o e tirou uma pequena folha de papel, igual à primeira, em que estava escrito: De onde vem o mundo?
          Não faço a menor idéia, pensou Sofia. Mas também ninguém sabe! E apesar disso Sofia achou a pergunta pertinente. Pela primeira vez em sua vida ela pensava que era praticamente impossível viver num mundo sem ao menos perguntar de onde ele vinha.
          Sofia estava tão perturbada com as duas cartas misteriosas que resolveu se enfiar em sua caverna. A caverna era o seu esconderijo secreto. E ela só ia para lá quando estava muito brava, muito triste ou muito alegre. Hoje ela estava muito confusa."
 Trecho do livro O Mundo de Sofia


       Este post/crônica foi escrito para participar da idéia da blogagem coletiva com o tema “Em Fahrenheit 451, que livro você seria?”, do blog Livros e afins.  
         

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Mar de Dúvidas...

O que parecia certeza hoje já me soa tão... nebuloso.
O que terminava num ponto agora é uma interrogação.
O que antes era certo já se perde no mar de dúvidas...

Dúvida.



O que pode ser seu caminho, hoje te perturba
Aquele mar de dúvidas, de repente, se agita
E assim, as dúvidas se inquietam em perguntas sobre o desconhecido...

Futuro?


Para onde vai esse barco que navega?
Para onde leva esse vento que me carrega?
Tufões e tempestades de um oceano de possibilidades
Oceano... teu nome é futuro...

Incerto.

Ah, doce certeza, por que sumiste?
Deixaste o incerto aqui,  sem objetivos e planos...
Deixou a certeza apenas da dúvida.

Objetivos?



No mar de dúvidas o barco se perde
Não há marujos, não há capitão
Tudo mudo num silêncio profundo

Receio.

Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo das perguntas
Eu tenho medo das respostas...

Thai e Tom

Contando Histórias II

Análise comparativa sobre as propagandas varguistas e peronistas, considerando seu conteúdo e seu destinatário:


- Por Leandro Moraes da Silva


A propaganda foi um elemento fundamental para estruturação política tanto no governo Vargas quando no estado peronista, pois foi por meio deles que políticas públicas de cunho centralista foram naturalizadas, existindo uma construção de imaginário que trazia uma identidade nacionalista e trabalhista para a população.

Dentro de uma lógica diferenciada de representar o meio civil, onde transitava-se de um ideal essencialmente individualista/ liberalista para um pluralista/ protecionista, emergia a imagem do cidadão/ trabalhador, visto cada vez mais como membro socialmente útil do estado se construindo nas intensas propagandas estatais desses dois governos.

A constante propagação da importância do trabalhador para o Brasil e Argentina era motivada por uma imensa intenção do estado em formar uma mão de obra qualificada e forte, preparada para o desenvolvimentismo do país. O trabalho, antes elucidado como uma ação de pouca dignidade interligada com o modelo escravista, agora era um elemento fundamental para a “emancipação da personalidade”, valorizando o homem e o proporcionando respeito e dignidade.

 Temos vários usos simbólicos nas propagandas. No Brasil, a figura de Vargas e a bandeira brasileira foram emblemas bastante utilizados no período do estado novo (1937 – 1945), sempre co-elacionados com os valores essenciais de ordem com “pitadas” de liberdade. Na Argentina, não obstante, a grande figura de Perón e de Eva estava sempre nos céus, onde em baixo das imagens existia trens, carros e outros bens que mostravam as inovações, ou seja, um país desenvolvido. Nas figuras ficavam os trabalhadores com macacões sempre ao lado de tratores e inchadas, demonstrando felicidade com sorrisos a comprimentos. Todavia, devemos fazer algumas diferenciações entre os sistemas de propaganda desses dois governos, pois apesar do DIP¹ ser bem parecido com o SII² em sua estruturação, havia ideologias diferentemente marcantes entre elas, enquanto Vargas promovia relações políticas entre várias parcelas da sociedade indo desde a igreja até a burguesia industrial, não havia muita preocupação e/ou importância com as mobilizações de massas, até porque foi instaurado um golpe militar instaurado a partir de apoio de setores dominantes e das forças armadas. Diferentemente, Perón apesar de ter apoio de boa parte dos militares, com sua política de justiça social, se preocupava bastante com as movimentações das massas argentinas. Enquanto Vargas foi “mãe dos ricos e pai dos pobres”, Perón foi “Pai e amigo dos pobres ³ ".

O Justicialismo de Perón tentava trazer uma terceira opção ao capitalismo e ao comunismo. Era uma justiça impregnada de simbolismo ligada a “solidariedade, educação, confiança, patriotismo, liberdade, paz, cultura, bem – estar, progresso e igualdade”. Vargas também possuiu muito desses valores, porém, com mais moderação.

 Péron e sua mulher
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