segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Qual seu personagem favorito?


          Meu personagem favorito? Como é difícil escolher um entre tantos, é o mesmo que escolher um amigo favorito. Cada personagem possui um encanto singular, suas qualidades próprias, suas histórias, não há como definir um favorito.
          Confesso que já alterei de escolha três vezes, redigir três posts diferentes até o momento. Sempre acabo recordando de outro personagem magnífico resultando em uma alteração do posto de predileto. Então, finalmente, meu personagem favorito é: Don Vito Corleone, o padrinho.
          O Poderoso Chefão( The Godfather) foi escrito por Mario Puzo e adaptado com muito sucesso para o cinema. Particularmente, prefiro ler antes de assistir o filme e simplesmente adorei o livro, a escrita, o suspense,  a filosofia contida ali, as reflexões que propõe, as surpresas durante o enredo, tudo fantástico.
          O que faz desse personagem tão especial para mim são seus pensamentos, sua filosofia. Don Corleone nasceu na Sicília onde recebeu o nome de batismo Antonio Vito Andolini e migrou para os Estados Unidos ainda jovem após a sua família ser morta pela Máfia da Sicília. O fascínio desse personagem se encontra na sua mente, em seus pensamentos, em sua estratégia. Um homem que se recusou a ser um homem comum, que observou logo cedo o quanto a amizade e o respeito é importante. Sua máfia é sua família e seu poder é resultado de favores relacionados. Um verdadeiro império construído por um único homem.
          Um trecho retirado do livro O Poderoso Chefão - Mario Puzo: 

"Finalmente, suspirando, como um homem de bom coração que não pode ficar zangado com um amigo que erra, Don Corleone voltou-se para o agente funerário, que estava agora tão pálido como um de seus cadáveres. Don Corleone foi gentil, paciente.
— Por que você receia dar-lhe a sua primeira lealdade? — perguntou ele. — Você vai aos tribunais de justiça e espera meses. Gasta dinheiro com advogados que sabem muito bem que lhe farão de bobo. Aceita o julgamento de um juiz que se vende como a pior prostituta das ruas. Há anos passados, quando você precisava de dinheiro, ia aos bancos e pagava juros exorbitantes, esperava de chapéu na mão como um mendigo, enquanto eles farejavam por aí, metiam o nariz até onde não deviam, para terem certeza de que você poderia pagar a eles. — Don Corleone fez uma pausa, sua voz se tornou mais ríspida. — Mas se você tivesse vindo a mim, minha bolsa estaria à sua disposição. Se você tivesse vindo pedir-me justiça, essa escória que desgraçou sua filha estaria hoje chorando lágrimas de amargura. Se por infelicidade um homem honesto como você fizesse inimigos eles se tornariam meus inimigos — Don Corleone levantou o braço, o dedo apontando para Bonasera — e então, acredite em mim, eles teriam medo de você.
Bonasera baixou a cabeça e murmurou com voz abafada:
— Seja meu amigo. Eu aceito.

— Bem — disse Don Corleone, a mão no ombro do homem — você terá a sua justiça. Algum dia, e esse dia talvez nunca chegue, eu lhe pedirei que me faça um serviço em troca. Até esse dia, considere essa justiça como um presente de minha mulher, a madrinha de sua filha."

Este post/crônica foi escrito para participar da idéia da blogagem coletiva com o tema “Meu personagem de livro favorito”, do blog Livros e afins.

 

5 comentários:

Alessandro Martins disse...

Valeu!

No dia combinado, vou listar o seu post! Abraços!

RobertoCunha disse...

show!!!! =]

Atena disse...

Assim não vale, sem identificação. Qual dos dois gosta de D. Corleone? rsrs
Não li o livro, mas quando vi o filma fiquei muto ambivalente: admirando D. Corleone pelos seus méritos e ao mesmo tempo me culpando por achar qualidades num mafioso. Hoje já não esquento a cabeça com isso, pois descobri que não existe ninguém totalmente mau, assim com não existe o totalmente bom.

Nunca parei para pensar se eu tenho um personagem favorito... Vou tentar.
Gostei do blog. Voltarei.
abração

Thai disse...

Oi Atena. Seja muito bem vinda!!
Os posts escritos na cor roxa são escritos por mim e os escritos na cor azul são do Tom, mas respondendo sua questão, nós dois gostamos do D. Corleone mas eu o escolhi como favorito. Sim sim, essa de admirar um mafioso nos faz pensar também, observar as causas, motivos, consequências, mas isso o torna mais humano também pois, como você disse, não existe alguém completamente mau.

Fico feliz por você ter gostado do blog e pense sim, é um tanto difícil escolher um favorito, faz recordar de tantos personagens bons.

Abraços e volte sempre. =D

Roberta Fraga disse...

É um clássico! Boa postagem!

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