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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

As Religiões: Uma Introdução

COMEÇANDO A JORNADA

Desde pequeno sou fascinado por tudo que diz respeito ao transcendental. Lembro-me com 10 anos lendo sobre astrologia, religiões e seitas, sociedades secretas.... mitologia. Não é à toa que adorava Cavaleiros do Zodíaco!

É com esse texto que inicio essa série de postagens sobre um assunto que cerca a humanidade desde sua origem: as religiões. Sei que é um tema polêmico, portanto, resolvi não desenvolver - tentar, pelo menos - qualquer tipo de crítica a respeito desta ou daquela religião. Quero apenas apresentá-las em um quadro geral, de forma que o objetivo não é apontar a pior ou melhor, mesmo porque não creio que haja esse tipo de qualificação nesse tema, pois todos os caminhos levam ao mesmo resultado. Quero apenas expandir a visão que nós temos sobre o que existe e como os outros pensam. Apenas assim é possível desfazer os tantos nós de ódio e preconceito que ainda cercam esse assunto.

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AS RELIGIÕES: UMA INTRODUÇÃO

 Todos sabemos que gosto muito de definições (não é à toa que meu filósofo preferido é Sócrates). É por esse motivo que, antes de qualquer coisa, eu tive o trabalho de encontrar um significado para essa palavra para, assim, iniciar o texto sobre o assunto. Como sempre, é muito difícil encontrar uma forma de esclarecer algo com palavras em toda a sua totalidade, e não foi diferente nesse caso. Há diversas divergências sobre o assunto, mas vamos às minhas conclusões.

Há três possíveis origens para a palavra religião, mas em todas sua origem está no latim. Em uma das teorias o termo original é relegere, que significa reler. Está interpretação vem de Cícero (106 a.C a 43 a.C), que observou como as pessoas costumavam estar sempre relendo o mundo pela ótica religiosa. Outra interpretação vem de Lactâncio (séc III d.C), que depois também foi assumida por Agostinho (séc. IV d.C), de que a origem é o termo latino religere, que assume uma interpretação de reeleger o divino como algo importante ou de religar o homem com o divino. A última vem da palavra relinquere, que define algo deixado pelos antepassados, uma tradição.

As religiões estam presentes no histórico humano há muito tempo. É reconhecido por mais de uma ciência social - antropologia, sociologia, história - que uma crença em algo superior acompanha a humanidade desde as cavernas, assim como a arte e o desenvolvimento de técnicas e instrumentos. Mas não se deve confundir religiosidade e religião. Uma diferença básica entre as duas é que a religiosidade é o sentimento de que há algo além de nossa presente interpretação de mundo, enquanto que a religião está fundamentada mais numa instituição, não apenas física, mas também ideológica.

Naturalmente uma diversidade de religiões foram moldadas ao longo do tempo, cada qual carregada de preceitos instiuicionais. Uma religião é definida por seus simbolismos, hierarquia clerical, códigos de conduta, valores morais e na crença em algo superior. É basicamente isso que diferência as religiões, mas há aquilo que as aproxima, como todas terem mitos de criação do mundo e do homem e sobre o que ocorre após a morte, numa visão mais transcendental. Observa-se que as religiões são muito diferentes entre si, em seus detalhes, mas com uma carga básica de semelhanças.
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ENFIM...

As próximas postagens da série ainda contarão com mais uma ou duas explicações gerais sobre o assunto para então mergulharmos no universo individual de cada uma das religiões que ainda vou selecionar - aceito sugestões - mas, não se preocupem, pois já tenho em mente algumas. Pretendo seguir uma certa ordem nas postagens de cada religião, mas ainda não defini se será histórica, de popularidade ou outra qualquer. enfim, ficamos por aqui...


... até mais e um abraço!



sábado, 23 de abril de 2011

Roda das Deusas: Deusa Hera

          Hera é a deusa da moralidade, tradição e poder.  Ela é irmã e esposa de Zeus e seu padrão tradicionalista e moralista não permitia aceitar as traições de seu marido surgindo então a fama da ciumenta deusa Hera.
          A mulher-Hera está ligada ao poder possuindo um dom natural de liderança podendo se tornar ótimas e impiedosas dirigentes.  Geralmente são apegadas as tradições cultuando aparências sociais, status e poder na sociedade em que vivem. 
          Mulheres que seguem esse padrão se preocupam com o que a sociedade pensa delas e não admitem  ver seu nome em confusões e situações que são opostas ao tradicional e moral sendo esse o principal motivo para a ira da deusa Hera com as traições de Zeus. Por outro lado, uma mulher-Hera costuma ser ótima esposa e mãe demonstrando companheirismo e fidelidade tornando-se, muitas vezes, um alicerce na família com um casamento tradicional. Apesar de serem, normalmente, ótimas mães, as mulheres desse padrão se diferenciam das mulheres do padrão Deméter pelo seu comportamento, a mulher-Hera é uma mãe mais rígida impondo respeito que um filho deve a sua mãe, já a Deméter apresenta um comportamento mais maternal tendo dificuldade em impor respeito, elas tendem a esperar por um respeito conquistado com o tempo. 
          A citação “atrás de todo grande homem há uma grande mulher” é o lema nos relacionamentos dessas mulheres, pois, embora apresentem um comportamento de liderança, gostam de seguir a tradição apoiando seu parceiro em diversos aspectos da vida seguindo o padrão de boa esposa.
          Mulheres diplomatas que possuem o costume de bater na porta antes de entrar, desejam um belo dia aos usuários do mesmo elevador de um prédio, crescem na vida por mérito próprio e se orgulham disso, são leais e dão importância a aparência social visando sempre um comportamento aceito.Características essas que fazem das mulheres de Hera serem pessoas sociáveis e respeitáveis.


          Os pontos negativos desse comportamento vêm junto com o excesso de tradição podendo tornar essa mulher inflexível. Sua busca pelo poder e respeito pode afastá-la de oportunidades de viver intensamente por não se permitirem cometer rebeldias e loucuras. Típicas mulheres semelhantes a deusa Hera gostam de manter uma postura erguida e tendem a conquistar olhares de admiração com  extrema facilidade.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Roda das Deusas: Deusa Deméter

          Deméter é a deusa da terra cultivada, da colheita e da fertilidade. Pertencente ao  mesmo eixo de Afrodite, o eixo do amor, porém, Deméter representa um amor mais maternal. Essa deusa é mãe da deusa Perséfone que foi raptada por Hades e levada ao reino subterrâneo.  Deméter se desesperou e sua tristeza secou os campos férteis. Com a retomada periódica de sua filha ao lar deu-se início as estações do ano sendo  verão e primavera as estações que a deusa Perséfone está junto com a mãe e o inverno e outono as estações em que retorna ao subterrâneo. 

          A deusa Deméter representa o instinto maternal, protetor e fértil da mulher não só com suas crias, mas em todos os sentidos da vida. A mulher de Deméter tende a ser mãe de todos cuidando, zelando e protegendo as pessoas ao seu redor. Gostam de auxiliar no crescimento pessoal, financeiro, espiritual,  intelectual entre outros dando muito bem em carreiras como professora, psicóloga e terapêutica. Costumam possuir ótimas conversas sabendo escutar e aconselhar como ninguém sendo amigas fiéis e prestativas. São, geralmente, sociáveis e queridas pelas pessoas próximas.   Costumam apreciar mais  o amor do que a paixão preferindo um abraço, um beijo ou carinho do que o ato sexual tendo certa dificuldade em se permitir sentir prazer durante o sexo. 



          O instinto maternal das semelhantes de Deméter podem prejudicar a elas mesmas quando a deixam em segundo plano o que pode gerar uma dependência psicológica e, em alguns casos, financeira.  Mulheres de Deméter gostam de ver todos bem e sentem-se bem em ajudar o que, as vezes, resulta em sobrecarga nos ombros delas. Um possível excesso de  cuidados também pode ocorrer sufocando parceiros e filhos. O que sobra em zelo com terceiros falta em cuidados próprios. Apesar da constante preocupação em atender quem estiver ao seu redor, as mulheres de Deméter tendem a esquecer das necessidades próprias aniquilando seus desejos, objetivos e sonhos em prol das vontades alheias sendo necessário alguém cuidar dela também.  Típicas Deméter necessitam trabalhar o cuidado próprio e a independência esquecendo um pouco as outras pessoas e voltando para o interior próprio.

sábado, 2 de abril de 2011

Roda das Deusas: Deusa Afrodite

          Afrodite é a deusa do amor, da beleza e da paixão. Há duas versões para sua origem: a primeira relata que a  Afrodite é filha de Zeus e Dione, já a segunda  que ela nasceu  após Cronos, filho de Urano, castrar o pai e arremessar ao mar seus órgãos genitais ocorrendo a fecundação com a Tálassa, deusa do mar. Ergueu-se então da espuma do mar  a deusa mais bela do Olímpo.
          As mulheres que seguem o padrão da deusa Afrodite possuem uma sensualidade natural provocando desejo em muitos homens. A beleza nessas mulheres é exaltada pela forma em que se comportam, o jeito de andar, de falar, de olhar, tudo se remete a sedução de forma involuntária e algumas vezes, voluntária. As garotas de Afrodite tendem a ser criativas e a gostarem do belo brincando de maquiar, desfilar, pentear e colorir quando pequenas e jovens descobrem os segredos do flerte.

          Quando  adolescentes  costumam brincar internamente de conquistar o coração dos rapazes apenas para testar sua sedução perdendo o interesse  após tê-lo conquistado. Mas, por gentileza, não as julgue. Elas geralmente  sofrem um forte  preconceito por parte das outras mulheres por representar  ameaça no campo afetivo, por esse motivo, mulheres de Afrodite se relacionam melhor com homens apesar de sua feminilidade aguçada. São ótimas pessoas para dar dicas de moda, beleza e tendências além de serem naturalmente boas decoradoras. Embora as mulheres de Afrodite estejam sempre com um belo sorriso em seus lábios, elas precisam trabalhar alguns pontos negativos. Por  muito exaltarem o belo podem ser vistas como mulheres  fúteis e superficiais. Tais moças precisam trabalhar  a aceitação com imperfeições tanto nos ambientes como nas pessoas. A dificuldade em manter amizades femininas são resultados do ar de sedução exalado da mulher de Afrodite, mas, é de grande importância saber usar a sensualidade apenas nos momentos apropriados

          Afrodite não representa rotina, gostam de improvisos e situações que exijam atitudes criativas e inesperadas. O instinto, personalidade forte e a busca por prazer (não apenas carnal) podem fortalecer um lado inconseqüente resultando em problemas futuros. Típicas mulheres de Afrodite vêem no amor e na sedução um ótimo motivo para viver.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Roda das Deusas: Deusa Ártemis


           Ártemis (Diana para os romanos) é a deusa da caça e da Lua. É filha de Zeus e Letona (Leto). Irmã gêmea de Apolo, ela faz parte do Eixo da Independência junto com  a deusa Atena, porém ela possui uma independência  mais física e Atena uma independência intelectual.
          A deusa Ártemis representa mulheres atléticas que apreciam a natureza e os animais.  Aventureira, parece que a bateria dessa deusa nunca vai acabar, pois energia para um passeio ela sempre possui.  Independente, sabe viver só e sente-se bem assim.  É auto-suficiente o que faz com que ela não seja dependente de um homem para sorrir. As mulheres de Ártemis quando estão envolvidas em relacionamentos costumam ser companheiras e incapazes de sufocar seu parceiro com ciúme, elas respeitam a liberdade dos outros da mesma forma com que elas querem que respeitem as delas.
         As mulheres que possuem personalidade semelhante a deusa Ártemis costumam não se sentirem bem em locais apertados e roupas justas. Apreciam o espaço e o conforto e costumam trocar programas urbanos por idas a cachoeiras nos fins de semana. São mulheres que após um longo tempo sem ter contato com a natureza se sentem fracas, com pouca energia e então, após passar o dia em uma praia, cachoeira, montanha ou fazenda já se sentem revitalecidas novamente.
          A deusa da caça pediu aos três anos de idade os seguintes presentes para Zeus, seu pai:  um arco e flecha, uma túnica curta, montanhas, selvas e castidade eterna. O motivo de cada item da lista mostra um pouco mais da personalidade dessa deusa. O arco e flecha usado  para mirar um objetivo e atingi-lo representa pessoas determinadas e objetivas que possuem metas bem definidas. A túnica curta representa roupas confortáveis, pois Ártemis e suas semelhantes não gostam de roupas que limitem seus movimentos. As montanhas e selvas representam o fato dessas pessoas saberem onde procurar o que querem com total coerência. São pessoas que além de determinadas e objetivas sabem correr atrás do que querem e conseguem definir os melhores caminhos. Já a castidade representa sua independência física, o pedido de uma criança para nunca ter um homem que atrapalhe sua liberdade, no caso das mulheres de Ártemis esse pedido representa o fato de não se prenderem a qualquer homem, apenas aqueles que valham a pena trocar um pouco de sua independencia pela companhia do parceiro.

          Por apreciarem a liberdade física, as mulheres de Ártemis costumam apresentar dificuldade em cumprir horários no trabalho e universidade. Sua energia e inquietude não a deixa parar e esperar gerando certa impaciência. Ártemis é uma deusa singular por apresentar uma personalidade decidida, objetiva e amiga.  Muito sociáveis, é bem provável que você tenha um exemplar típico de Ártemis perto de ti.
Abraços a todos e até mais!

sábado, 19 de março de 2011

Roda das Deusas:Deusa Atena

          Atena é a deusa grega da sabedoria, da justiça, das artes, da estratégia, da guerra. É a minha deusa predileta por diversos fatores, entre eles o fato de ser a deusa que possuo maior semelhança. Ela teve o nascimento no mínimo diferente. Urano profetizou que o filho de Métis e Zeus seria mais poderoso que o pai, então  Zeus engoliu sua esposa grávida com a finalidade de evitar que a criança nascesse. Algum tempo depois Zeus sentiu uma terrível dor de cabeça e necessitou abrir o crânio para saná-la. De dentro dele saiu Atena, nasceu adulta e armada, uma guerreira  esperta e dona de uma sabedoria notável.  

          Atena representa mulheres sábias, extremamente profissionais e práticas.  Possui pensamento lógico voltado para o concreto o que auxilia muito na hora da argumentação. Estrategistas e competitivas buscam crescimento profissional em áreas que envolvem sabedoria. Atena nasce pronta para lutar, para batalhar pelo o que quer mostrando ao mundo para o que veio. Segura de si, costuma analisar friamente  uma situação vendo por um ângulo externo.  

         Embora sua couraça a proteja, também a  afasta emocionalmente. Pessoas representadas por essa deusa costumam ser tecnicamente muito forte, mas frágeis por dentro. Gosto da afirmação de alguns autores que dizem que Atena é uma frágil donzela: de metal por fora e carne e osso por dentro.  Ela possui uma frieza como proteção, apenas após ter certeza da solidificação de um sentimento ela é capaz de se permitir emocionar. Desconfiada, desinibida e segura. Se uma mulher do padrão de Atena se envolveu emocionalmente contigo, não se engane, ela não se tornará dependente de ti para tudo. Mulheres de Atenas admiram e apreciam a liberdade e se por algum momento perceber que o sentimento antes visto sólido está se dissolvendo irá rapidamente se proteger com uma camada de frieza evitando assim sentir dor e aparentar fragilidade. A deusa Atena e suas semelhantes não se permitem aparentar fragilidade. São deusas da guerra e sua frieza é seu escudo, sua proteção.

          As principais características negativas de uma mulher de Atena vêm dessa dificuldade de se envolver emocionalmente o que dificulta em relacionamentos. A mulher de Atena pode tomar atitudes facilmente desconsiderando qualquer sentimento, porém, elas são incapazes de cometer injustiças. A lógica sempre estará presente em sua vida e em suas decisões. Ela também pode se dedicar muito a carreira profissional se privando da diversão e relacionamentos afetivos. Há necessidade de se achar um equilíbrio para tais características evitando assim prováveis problemas futuros.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A Roda das Deusas


          Em uma tarde qualquer o Tom me falou sobre a Roda das Deusas Gregas. Contou-me sobre a associação entre as personalidades das mulheres com as sete deusas: Atena, Ártemis, Deméter, Perséfone,  Afrodite,  Hera e Héstia. Ele mencionou suas tentativas de me associar com tais deusas e  disse que eu era definitivamente uma Atena. Sem entender muito sobre a Roda das Deusas pedi por mais informações, porém, ele havia lido sobre o assunto há um bom tempo e não se lembrava de muita coisa, mas o pouco que lembrou me explicou em detalhes.  Após um tempo pesquisei mais sobre a deusa Atena e me admirei com os resultados, minha personalidade realmente se assemelha a dela. Procurei então mais informações sobre a Roda das Deusas, mas, infelizmente, pouco achei.
          Meses depois eu estava passando pelo blog da Atena(blogueira), o Expansão da Consciência (um blog excelente) e comentei que adorava  a deusa grega Atena. e seu referente nome. A Atena(blogueira) então respondeu-me contando que possuía um arquivo sobre Atena e outras deusas e que poderia me mandar por e-mail, e assim foi feito.
          Poucos dias após esse ocorrido eu me deliciava associando as mulheres que conheço bem com as deusas da mitologia grega. Esses arquivos me fascinaram e despertaram maior curiosidade sobre o tema. Pesquisei um tanto mais sobre tais deusas e sobre a Roda e compartilhei o arquivo com amigos e familiares e após alguns debates em rodas de amigos resolvi escrever sobre elas aqui para compartilhar com os leitores do Clave de Lua também. Deixo claro que não sou perita no assunto, logo, posso cometer erros em minhas interpretações. A intenção de divulgar tal tema no blog é para me aprofundar ainda mais no assunto e compartilhar informações sobre tal. Convido aos que souberem mais sobre a Roda das Deusas e suas protagonistas a comentarem aqui, é sempre bom debater sobre esses assuntos.
          Para aqueles que tiverem interesse no arquivo completo é só mandar um e-mail  nos comentários que eu enviarei o arquivo.
          A Roda das Deusas , como dito anteriormente, associa a personalidade das mulheres com deusas gregas. É interessante ressaltar que uma pessoa pode e bem provável que tenha características de diferentes deusas, porém, irá se identificar mais com uma ou duas, essas serão suas representantes. A Roda das Deusas busca uma maior compreensão própria com essa análise auxiliando as pessoas há equilibrar as características presentes em sua personalidade tendo em vista que radicalismos prejudicam ao indivíduo em questão.
         As sete deusas são classificadas em três eixos: O Eixo da Independência com  a sábia Atena e a aventureira Ártemis, o Eixo do Amor com a sedutora Afrodite e  a maternal Deméter e o Eixo do Poder com a tradicional Hera,  a esotérica Perséfone e a introspectiva Héstia. Em posts futuros explicarei detalhadamente cada personalidade de cada deusa mostrando não apenas seus lados positivos mas também seus lados negativos.
          Espero que gostem das histórias e me interessaria muito em saber com qual deusa você mais se assemelha no final dos posts.
Abraços a todos e até mais ver!

sábado, 20 de novembro de 2010

Prazer versus Dever


     O homem vive em constante busca do equilíbrio entre o querer e o dever, comigo, é claro, não é nada diferente. Incontáveis vezes questionei-me a respeito do que quero e do que devo fazer. Por exemplo, quero muito sair no sábado e no domingo com amigos, mas, tenho N+1 trabalhos e resumos para entregar na semana que vem. Confesso que estou realmente tentada a deixar tudo pra lá e ir curtir com o povo, mas logo pesa a consciência e resolvo cumprir com minhas obrigações já que não quero perder o semestre, no fim, ainda não sei se vou ou não sair.
     Era comum no ano passado me questionar se valeria a pena estudar tanto para uma prova de  vestibular. Poxa, perder tantos momentos bons durante meu colegial, durante minha adolescência  para tentar entrar em uma universidade pública sem ter certeza se irei conseguir? No fim de tantos receios fiz o que qualquer outro ser humano normal faria, isso não inclui aqueles que querem medicina, conciliei o que eu quero com o que eu devo. Sendo mais específica, eu me divertia no colégio com meus amigos e me matava de estudar em casa. No fim, deu tudo certo, consegui aproveitar e cumprir com minhas obrigações alcançando assim, meu objetivo. Não é só nessa situação que essa necessidade de equilíbrio se manifesta, na verdade, sempre há essa necessidade, só que às vezes ela fica mais evidente tornando  mais fácil de ser mencionada.
     Particularmente, adoro a psicanálise originada do Freud sobre isso. O complexo do ego fraciona a consciência em ego, id e superego. O id é formado por desejos inconscientes, instintos, impulsos que busca satisfação imediata sem levar em conta a possibilidade de conseqüências indesejáveis, então, quando  bater aquela vontade de comer um doce mesmo sabendo que você tem diabete ou de ir naquele show mesmo sabendo que tem uma prova final no outro dia e que você não sabe nada, isso tudo é culpa do criativo id e suas idéias tentadoras. O Superego, por sua vez,  é  um “vigilante moral”, ele é fruto da cultura, moralidade e bons costumes e tende a reprimir as vontades do id, é o responsável pelo famoso “peso na consciência” quando fazemos algo que racionalmente não queríamos. Por exemplo, estou pretendendo  juntar-me a geração saúde e praticar atividade física,mas por falta de tempo, tenho que levantar mais cedo em alguns dias da semana para praticar algo antes da faculdade. Com mesmo de uma semana já perdi três dias. Não adianta, o meu desejo (id) é  dormir até tarde e eu não resisto a uma idéia tentadora assim. Após um tempinho, vem esse maldito* “peso na consciência” e fico a pensar “Poxa, devia ter ido, queria ter ido”, mensagem essa vinda do superego segundo Freud. Por último, mas não menos importante, há o ego que é a soma dos pensamentos, idéias, sentimentos  do id e do superego. O ego ou o eu busca o equilíbrio entre o querer e o dever tentando satisfazer o id sem transgredir as exigências do superego.
     O mais legal disso é que se pensarmos dessa forma procurando um equilíbrio em uma situação qualquer da vida, logo percebemos que é desse jeito mesmo. Se vivêssemos em um desenho animado, o id seria o diabinho sentado no seu ombro esquerdo e o superego o moralista anjinho sentado no ombro direito e os dois discutindo enquanto você faz o papel de ego julgando o vencedor da situação. Outro ponto bem interessante é o fato dos dois serem mutuamente necessários, isso é,  para conquistarmos um certo “bem estar” ou “felicidade” temos que equilibrar nossas obrigações com nossas vontades momentâneas visando assim satisfação não só instantânea, mas a longo prazo também.
     Portanto, quando estiver em um tentador momento, escute mais o superego e tente satisfazer os dois lados, em situação contrária o conselho também é válido. Isso evita que você se torne um moralista chato ou um pai/mãe por ter sido tentado pelas idéias do id sem se preocupar com preservativo.

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