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domingo, 6 de março de 2011

Em Fahrenheit 451, Que Livro Você Seria?

ESCOLHA DO TOM

Há tantos livros com os quais me indentifico bastante. Sou um grande fã de fantasias medievais, mas dentro de um mundo onde a literatura passou a ser crime e que apenas poucos fossem detentores desse luxo meu nome seria: Poesia...

Em mim as pessoas encontrariam a beleza de um verso repleto de rimas raras. Idéias obscuras de um jovem sem esperança na vida, nas palavras de Lorde Byron. A definição contraditória do que viria a ser o amor, nas antíteses de Camões. O poema forte e incisivo, nos pensamentos de Augusto dos Anjos. A liberdade cantada, nos versos de Castro Alves. A crítica aterradora, do barroco Gregório de Mattos. A esperança em dias melhores, na eternidade de Carlos Drummond de Andrade... A filosofia poética, nas rimas de William Shakespeare... são muitos nomes que teria orgulho em carregar sobre meus ombros. Não escolhi um livro, de fato. Eu seria uma coletânea de poesias!
Por que meu nome seria Poesia?


Porque em um mundo como Fahrenheit 451, onde as pessoas não podem se comover ou alegrar-se lendo um bom livro, acredito que falta a beleza da vida. Falta a estas pessoas o entendimento do viria a ser o amor. Na poesia encerra-se todo o significado da vida e da morte. Do amor e da solidão. Há uma diversidade de idéias, pensamentos e críticas veladas por detrás dos mais belos versos. Acredito que por mais triste que seja a realidade há a necessidade de esperança. O homem é movido por este sentimento que dá objetivo... Dum spiro, spero...

As pessoas têm a necessidade de ouvir...

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
".
- (Soneto de Fidelidade, de Vinícius de Morais)

...quando estam amando apaixonadamente. Elas tem a ânsia em ouvir...

"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é
ES-PE-RAN-ÇA"...
 - (Esperança, de Mário Quintana)

...quando tudo é somente escuridão e medo.

As pessoas precisam ouvir palavras que se assemelhem ao que sentem. Saber que há outras pessoas que as entendem.


"Meu nome é poesia
 Em meu canto a vida dança
 Para muitos minhas palavras são heresia
 Para outros elas são esperança"...



- (Meu Nome É Poesia, de Tom)

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ESCOLHA DA THAI

          Há tantas obras que eu tentaria decorar, que levaria na lembrança. Tantas histórias que me alegraram, mas na difícil escolha de uma obra apenas eu seria com muita honra  O Mundo de Sofia.

          Guardaria na memória toda a história da pequena Sofia que próximo ao seu aniversário de 15 anos descobriu o mundo da filosofia. A cada capítulo, a cada ensinamento está gravado uma época diferente onde é descrito com fidelidade os pensamentos das sociedades antigas nos levando a compreender toda a evolução da história e filosofia junto com seus principais mestres.
   
          Em Fahrenheit 451 eu provocaria a curiosidade das pessoas com questões como "Quem é você? Como o mundo foi criado? Será que existe uma vontade ou um sentido por detrás do que ocorre? Há vida após a morte? Como podemos responder essas perguntas? E, principalmente, como devemos viver?" e junto com sua personagem principal conheceríamos  um pouco sobre a vida  e os pensamentos de filósofos como Sócrates, PlatãoAristótelesDescartesMarx, Darwin, Freud entre tantos outros. A história que eu levaria em memória não tentaria explicar todas as respostas, e sim apresentar questões as pessoas com a finalidade de fazê-las pensar e posteriormente apresentando a visão de pensadores sobre tais questões, assim, Sofia (e seus leitores) poderiam comparar diferentes pensamentos podendo assim criar as suas próprias respostas. Uma obra interativa que provoca pensamentos fazendo qualquer ouvinte/leitor se questionar e filosofar sobre as coisas mais simples até as mais complexas.


          "O outro envelope também trazia o seu nome. Abriu-o e tirou uma pequena folha de papel, igual à primeira, em que estava escrito: De onde vem o mundo?
          Não faço a menor idéia, pensou Sofia. Mas também ninguém sabe! E apesar disso Sofia achou a pergunta pertinente. Pela primeira vez em sua vida ela pensava que era praticamente impossível viver num mundo sem ao menos perguntar de onde ele vinha.
          Sofia estava tão perturbada com as duas cartas misteriosas que resolveu se enfiar em sua caverna. A caverna era o seu esconderijo secreto. E ela só ia para lá quando estava muito brava, muito triste ou muito alegre. Hoje ela estava muito confusa."
 Trecho do livro O Mundo de Sofia


       Este post/crônica foi escrito para participar da idéia da blogagem coletiva com o tema “Em Fahrenheit 451, que livro você seria?”, do blog Livros e afins.  
         

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Qual seu personagem favorito?


          Meu personagem favorito? Como é difícil escolher um entre tantos, é o mesmo que escolher um amigo favorito. Cada personagem possui um encanto singular, suas qualidades próprias, suas histórias, não há como definir um favorito.
          Confesso que já alterei de escolha três vezes, redigir três posts diferentes até o momento. Sempre acabo recordando de outro personagem magnífico resultando em uma alteração do posto de predileto. Então, finalmente, meu personagem favorito é: Don Vito Corleone, o padrinho.
          O Poderoso Chefão( The Godfather) foi escrito por Mario Puzo e adaptado com muito sucesso para o cinema. Particularmente, prefiro ler antes de assistir o filme e simplesmente adorei o livro, a escrita, o suspense,  a filosofia contida ali, as reflexões que propõe, as surpresas durante o enredo, tudo fantástico.
          O que faz desse personagem tão especial para mim são seus pensamentos, sua filosofia. Don Corleone nasceu na Sicília onde recebeu o nome de batismo Antonio Vito Andolini e migrou para os Estados Unidos ainda jovem após a sua família ser morta pela Máfia da Sicília. O fascínio desse personagem se encontra na sua mente, em seus pensamentos, em sua estratégia. Um homem que se recusou a ser um homem comum, que observou logo cedo o quanto a amizade e o respeito é importante. Sua máfia é sua família e seu poder é resultado de favores relacionados. Um verdadeiro império construído por um único homem.
          Um trecho retirado do livro O Poderoso Chefão - Mario Puzo: 

"Finalmente, suspirando, como um homem de bom coração que não pode ficar zangado com um amigo que erra, Don Corleone voltou-se para o agente funerário, que estava agora tão pálido como um de seus cadáveres. Don Corleone foi gentil, paciente.
— Por que você receia dar-lhe a sua primeira lealdade? — perguntou ele. — Você vai aos tribunais de justiça e espera meses. Gasta dinheiro com advogados que sabem muito bem que lhe farão de bobo. Aceita o julgamento de um juiz que se vende como a pior prostituta das ruas. Há anos passados, quando você precisava de dinheiro, ia aos bancos e pagava juros exorbitantes, esperava de chapéu na mão como um mendigo, enquanto eles farejavam por aí, metiam o nariz até onde não deviam, para terem certeza de que você poderia pagar a eles. — Don Corleone fez uma pausa, sua voz se tornou mais ríspida. — Mas se você tivesse vindo a mim, minha bolsa estaria à sua disposição. Se você tivesse vindo pedir-me justiça, essa escória que desgraçou sua filha estaria hoje chorando lágrimas de amargura. Se por infelicidade um homem honesto como você fizesse inimigos eles se tornariam meus inimigos — Don Corleone levantou o braço, o dedo apontando para Bonasera — e então, acredite em mim, eles teriam medo de você.
Bonasera baixou a cabeça e murmurou com voz abafada:
— Seja meu amigo. Eu aceito.

— Bem — disse Don Corleone, a mão no ombro do homem — você terá a sua justiça. Algum dia, e esse dia talvez nunca chegue, eu lhe pedirei que me faça um serviço em troca. Até esse dia, considere essa justiça como um presente de minha mulher, a madrinha de sua filha."

Este post/crônica foi escrito para participar da idéia da blogagem coletiva com o tema “Meu personagem de livro favorito”, do blog Livros e afins.

 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Por que gosto de ler livros?

          Quando aprendi a ler fiquei imensamente feliz por compreender melhor o mundo. Costumava ler as placas enquanto meu pai dirigia, ler as informações pregadas nas paredes, ler as coisas mais simples que passavam por mim e isso me alegrava por me incluir no mundo, por entender a mensagem que alguém por algum motivo escreveu alí.

          Ainda nova percebi o poder das palavras e  já nas primeiras viagens usando um livro como passaporte me encantei. Um universo novo escrito alí, histórias de tempos remotos, tempos futuros, tempos fictícios. Também me encanta na leitura a possibilidade de encarar um livro como uma mensagem semelhante a verbal, ler algo escrito pelo Dante Alighieri é como estar sentada em uma platéia escutando ele próprio contar uma história. Eu sou mais uma na platéia, mas o palestrante é o Dante Alighieri, esse autor viveu no século XIIV e é uma honra ler as palavras dele, conhecer a cultura dele,  viajar nas suas histórias com tantas outras pessoas de tantos outros tempos. O mesmo ocorre quando leio livros  de autores desconhecidos, é como se eu conversasse com aquela pessoa e pelo jeito que tal autor escreve eu conheço parte dele.
          Entrar em uma história é simplesmente fantástico. É fantástico acordar com um livro jogado no chão e procurar nele a página que você adormeceu tentando assim diferenciar o que foi sonho e o que foi literatura, como  a blogueira Dani mencionou: "Quando eu vou dormir eu sonho com ela e quando acordo não sei se foi um filme ou o livro que li", isso é tão bom. O cheiro de livro novo, a tristeza de finalizar uma série de livros, o ciúme por aquele livro em específico, virar a madrugada lendo por não conseguir adormecer antes de saber o fim daquela história. O desvendar de um mistério junto com o personagem e o sofrer do mesmo, a lágrima derramada resultante do sofrimento transmitido através de algumas páginas, mas esse sentimento também pode ser de alegria, de perda de um personagem querido ou de revolta por descobrir que aquele falso era o assassino. A alegria que é ganhar um novo livro imaginando que histórias virão daquelas páginas e procurar após a última folha de um livro a sua continuação desejando muito que haja mais um capítulo escondido naquela página... Indicações  de livros também me alegram. Adoro quando um amigo bate na minha porta com um livro na mão e diz: "Eu lembrei  de você quando li". Livros indicados, trocados, furtados, emprestados, todos com uma história, todos especiais.
          Por fim, não ler seria o mesmo que evitar conhecer tantos personagens magníficos que residem nos livros.
Este post/crônica foi escrito para participar da idéia da blogagem coletiva com o tema “Por que você gosta de ler”, do blog Livros e afins.

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