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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Amor Infinito

Sem saber como explicar 
como sou feliz contigo.
Amor esse que é  maior 
que o próprio infinito.

Mais que meu homem, tu és
o meu melhor amigo.
E nos seus braços, o luar
consegue um novo brilho.

O tempo parece escasso,
muito pouco quando penso 
em passá-lo todo contigo.

E a vida parece insuficiente
para viver todo esse amor
que é muito maior que o infinito.

Soneto dedicado ao Tomáz Rodrigues,
Ass: Thaiane Braga

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Namore uma garota que lê

     Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais.
     Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
     Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
     Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
     Compre para ela outra xícara de café. Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
     É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
     É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
    Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
     Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
     Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.
     Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto.
     Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
     Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
     Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito.
     Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
     Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

     Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.

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Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico
Tradução e adaptação – Gabriela Ventura
Link: Blog Malvadas
Lindo texto, né?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quem É Você?

"A musa da inspiração aproxima-se de um homem apenas em dois momentos de sua vida: quando ele está triste... ou quando está amando"...

Não me recordo quem é o autor desta frase, embora eu concorde completamente com ela!

A mais de um ano a inspiração aproximou-se de mim... não por meio da tristeza, mas pelas mãos do que os poetas chamam de Amor... e isso eu enxerguei no sorriso dessa moça com quem divido esse blog e os meus dias!

QUEM É VOCÊ?



Autoria: Tomáz Rodrigues
dedicado à Thaiane Braga

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Informe

 Olá a todos vocês, companheiros do Clave de Lua!

Considerando o tempo que não estamos dando atenção ao blog Clave de Lua e aos nossos parceiros em relação a tempos anteriores nós, eu e a Thai, observamos que devemos desculpas a todos vocês.

A nossa motivação para isso é a faculdade que vem realmente consumindo nossas vidas! rsrsrsrs

No entanto, ainda assim manteremos as atividades aqui, mesmo que com menos intensidade.

Durante as férias desse semestre faremos mais postagens, como de costume!

Obrigado a todos pelas visitas!

Tom

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Iron Maiden: The Final Frontier WorldTour, Brasília

E mais uma vez aqui estamos para celebrar o retorno da Donzela de Ferro, Iron Maiden, à Brasília! Nós, eu, a Thai e meu irmão, fomos ontem, dia 30 de Março, ao show dessa que é considerada uma das maiores e mais populares bandas do mundo Heavy Metal. Formada em 1975, em Londres, é uma das responsáveis por ressuscitar o heavy metal britânico. O Iron Maiden possui quinze álbuns de estúdio sendo o último o responsável pela tour The Final Frontier! 
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A ABERTURA

Como bons britânicos o show teve início às 21hs00, pontualmente. A entrada da banda estava sendo esperada com uma certa apreensão pelos presentes e a cada pequeno ruído no palco havia uma reação daquela massa de preto com um audível "Maiden! Maiden! Maiden!". Encontrar um lugar adequado para ver o show teve uma certa dificuldade, pois havia muita gente por lá. Foi só encontrarmos um bom lugar para ficar que as luzes no pouco foram apagadas. Pronto. Foi o suficiente para que em uníssono mais de 15 mil pessoas  gritassem e reverenciassem os seis integrantes do Iron Maiden. Um vídeo de 4 minutos com explosões e meteoros passava nos telões enquanto ouvia-se a voz de  Bruce Dickinson na introdução de Satellite 15... The Final Frontier.
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O PLAYLIST

     A banda cumpriu a promessa feito nessas terras há dois anos atrás. Retornou a capital do Brasil apresentando novas músicas do albúm The Final Frontier que foi lançado em agosto de 2010 pela  EMI Records, mesclado com alguns clássicos de outros álbuns. The Final Frontier foi /é um sucesso de vendas  alcançando o primeiro lugar de álbum mais vendido logo após seu lançamento em 28 países e permaneceu por duas semanas na lista dos mais vendidos da Saraiva, Livraria Cultura e FNAC aqui no Brasil.  The Final Frontier World Tour  fez o público delirar com o setlist que será detalhado logo a seguir:

     Satellite 15... The Final Frontier: O show iniciou com a introdução da música Satellite 15 apresentando um vídeo nos telões e jogo de luzes que fizeram os presentes ali sentirem a decolagem de uma nave onde o rock era o combustível. Entraram no show o sexteto formado pelo Bruce Dickinson, Dave Murray, Janick Gers, Steve Harris e Nicko McBrain. Aos berros o público cantou o refrão "The Final Frontier" e saudaram a banda mais uma vez.
     El dorado: A segunda música do álbum The Final Frontier também é a segunda música da turnê The Final Frontir World Tour. A banda, mais uma vez, alucinou o público com o ritmo da música El Dorado fazendo todos cantarem (ou tentarem cantar) junto com o Bruce Dickinson.
     2 Minutes to midnight: Já na introdução desse clássico dava para perceber o público delirando com o som. Víamos diversas gerações cantando em volume máximo essa música que foi lançada em 1984 no álbum Powerslave. O fundo do palco e o jogo de luz eram correspondentes as músicas tocadas e só auxiliavam à acrescentar ainda mais toda a energia e emoção que havia no show. Após o fim do clássico, todos gritavam "Maiden, Maiden, Maiden" e as primeiras gotas de chuvas anunciavam que o tempo fecharia em breve.
     The Talisman: Com uma introdução mais lenta, The Talisman é a oitava música do novo albúm.  A platéia, antes saltitante, estava curtindo o novo ritmo e de tempos em tempos batiam palmas ou apenas balançavam os braços enquanto o som rolava. The Talisman é uma das músicas que conquistou um ótimo público logo nos primeiros dias de lançamento e não poderia faltar no show.
      Coming Home: Outra música de introdução lenta, Iron Maiden tocou Coming Home que é a quarta música do novo álbum The Final Frontier. Embora seja uma música  recém lançada, já apresentava um grande número de ouvintes que cantarolavam a letra inteira.
     Dance of Death: com uma introdução inconfundível, Dance of Death definiu a energia do público de acordo com o seu ritmo. A chuva recuou e a energia da banda contagiou os fãs que vestiam blusas, faixas na cabeça e seguravam bandeiras enormes louvando os integrantes do Iron Maiden.
     The Trooper: Com novo fundo de palco, Bruce se vestiu de cavaleiro e hasteou a bandeira britânica como esperado ao som do clássico The Trooper. Dave, Adrian e Gers foram brilhantes e enlouqueceram os fãs com suas guitarras.
     Blood Brothers: Antes de iniciar a música Blood Brothers do álbum Brave New World, Bruce Dickinson falou um pouco sobre o recente terremoto ocorrido no Japão. Para quem não sabe ainda, Iron Maiden ia aterrissar no Japão na hora que ocorreu o terremoto e a banda dedicou Blood Brothers aos nossos irmãos de sangue que moram do outro lado do mundo.
     The Wicker Man: Mais um clássico tocado pela banda. As milhares de pessoas presentes cantaram "Your time will come" junto com o Bruce que mencionava gritos como "Come on, Brasília!"  animando ainda mais a galera. Uma das músicas de maior interação com o público, todos gritavam a letra de tal música que recebeu um fundo de palco correspondente.
     When the Wild Wind Blows: Com uma introdução mais calma, When the Wild Wind Blows é a maior música do novo álbum, The Final Frontier, com seus 10:59 min. Uma das melhores músicas do novo álbum, apresenta ótimos solos de guitarra e uma introdução linda, na minha opinião.
     The Evil That Men Do: Agitando a todos com uma ótima bateria já na introdução, a banda tocou The Evil That Men Do e os fãs acompanharam toda a letra aos gritos e berros cantarolando junto com o Bruce todo o tempo. Um grande clássico que foi muito bem apresentado.
     Fear of the Dark: Particularmente, é a música que acho mais f*da no show. Ouvir milhares de pessoas repetirem "Fear of the dark" inúmeras vezes é emocionante. Eu tive a honra de ouvir essa música no show também realizado em Brasília na turnê Somewhere Back in Time em 2008 e, novamente, na turnê The Final Frontier nessa semana e posso afirmar que é extremamente emocionante cantar na maior altura junto com tanta gente. Não tem como descrever. É sensacional!
     Iron Maiden: Nessa hora todos já tinham pirado e então, surge o Eddie! A platéia alucina. Todos gritam e anunciam "Olha, o Ed! O Ed!". Muitas máquinas fotográficas disparam e o boneco gigante brinca com uma guitarra. É muito legal!
     The Number os the Beast: Após a música Iron Maiden, os integrantes da banda deixam o palco e ocorre uma nova troca de fundo. Algum tempo depois começa a introdução da clássica música The Number of the Beast. Mais uma vez vejo todos ao meu redor berrarem feito tietes. Ok, ok, eu também fiz isso. Lembro-me quando tinha apenas 13 anos  e ouvia essa música no último volume imaginando como seria estar no show deles e lá estava eu, gritando e cantando junto com o Bruce Dickinson. Não tem como explicar o quanto foi perfeito esse show!
     Hallowed Be Thy Name: Outro clássico que alucinou todos os fãs. Nessa hora já estávamos esgotados, muitos com a voz rouca, mas a banda continuava excelente e apresentou Hallowed Be Thy Name de forma magnífica. Confesso que sou grande fã do Nicko e adoro o som dele.
     Running Free: Última música tocada, Bruce, Dave, Adrian, Gers, Steve, Nicko e milhares de pessoas repetiam seu refrão diversas vezes enquanto o vocalista apresentava cada integrante ao público. No fim da música, a banda jogou ao público diversos itens e se despediram de Brasília. Muitos esperavam retornou e suplicavam por tal, porém, em pouco tempo come,aram a desmontar o palco e a Donzela de Ferro voou rumo ao quarto show aqui no Brasil nesse ano.
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A PLATÉIA

Antes de entrarmos no local do show tivemos uma visão geral do pessoal que vinha ver o evento. Pessoas cobertas com roupas pretas e longos cabelos eram, evidentemente, a grande maioria. Havia uma quantidade legal de casais dentro do show além de uma parcela considerável de famílias com crianças! O legal de ir a shows de bandas com mais de vinte anos de estrada é exatamente o fato de que é possível um encontro de gerações de fãs! Sim sim. Encontramos um ou outro doido tentando puxar alguma rodinha de slam (aquelas rodas onde galera inicia um bate-bate), no entanto, não obtinham muito sucesso. Na verdade transcorreu tudo muito bem e o público demonstrou-se muito bem educado - para um show que se esperava mais tumulto.

Havia muita gente que não tinha uma ligação tão forte com a banda e foi apenas pela grandeza da banda ou pela oportunidade de encontrar os amigos, porém, dava para encontrar fãs realmente ávidos - tinha um pessoal que sabia todas as letras das músicas tocadas. Era divertido ver o Bruce falando em inglês e o pessoal só gritando "aaaeeee"! Mas, de fato, um ou outro gato pingado entendia o que era dito e repassava para os vizinhos.

Enfim, o público foi em um número razoável, desconheço qualquer tipo de confusão durante o show, muitas famílias e casais curtiram as músicas e todo mundo muito animado. Em cada música uma comemoração e a repetição em voz alta de toda a pláteia dos refrões!
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COMENTÁRIOS FINAIS

     O show foi excelente! Um ótimo show para ir com a família inteira pois, acreditem, desconheço qualquer briga ocorrida no dia. O público apresentava diferentes gerações unidas pelas músicas clássicas dessa banda que é uma das minhas favoritas. A segurança também está de parabéns. O playlist foi bem o que eu esperava. Há dois atrás, Iron Maiden veio a Brasília na turnê Somewhere Back in Time onde apresentaram clássicos e mais clássicos da banda, sendo assim um dos melhores playlist que vi, porém, as músicas tocadas no The Final Frontier World Tour foram ótimas! A Donzela de Ferro conseguiu divulgar seu novo albúm e tocar clássicas músicas animando todo o público presente. Na minha opinião, senti falta de Run To the Hills, mas o show foi excelente ainda assim.
Mais uma vez, Iron Maiden fez história por aqui!


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FONTES

Números de Público

domingo, 6 de março de 2011

Em Fahrenheit 451, Que Livro Você Seria?

ESCOLHA DO TOM

Há tantos livros com os quais me indentifico bastante. Sou um grande fã de fantasias medievais, mas dentro de um mundo onde a literatura passou a ser crime e que apenas poucos fossem detentores desse luxo meu nome seria: Poesia...

Em mim as pessoas encontrariam a beleza de um verso repleto de rimas raras. Idéias obscuras de um jovem sem esperança na vida, nas palavras de Lorde Byron. A definição contraditória do que viria a ser o amor, nas antíteses de Camões. O poema forte e incisivo, nos pensamentos de Augusto dos Anjos. A liberdade cantada, nos versos de Castro Alves. A crítica aterradora, do barroco Gregório de Mattos. A esperança em dias melhores, na eternidade de Carlos Drummond de Andrade... A filosofia poética, nas rimas de William Shakespeare... são muitos nomes que teria orgulho em carregar sobre meus ombros. Não escolhi um livro, de fato. Eu seria uma coletânea de poesias!
Por que meu nome seria Poesia?


Porque em um mundo como Fahrenheit 451, onde as pessoas não podem se comover ou alegrar-se lendo um bom livro, acredito que falta a beleza da vida. Falta a estas pessoas o entendimento do viria a ser o amor. Na poesia encerra-se todo o significado da vida e da morte. Do amor e da solidão. Há uma diversidade de idéias, pensamentos e críticas veladas por detrás dos mais belos versos. Acredito que por mais triste que seja a realidade há a necessidade de esperança. O homem é movido por este sentimento que dá objetivo... Dum spiro, spero...

As pessoas têm a necessidade de ouvir...

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
".
- (Soneto de Fidelidade, de Vinícius de Morais)

...quando estam amando apaixonadamente. Elas tem a ânsia em ouvir...

"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é
ES-PE-RAN-ÇA"...
 - (Esperança, de Mário Quintana)

...quando tudo é somente escuridão e medo.

As pessoas precisam ouvir palavras que se assemelhem ao que sentem. Saber que há outras pessoas que as entendem.


"Meu nome é poesia
 Em meu canto a vida dança
 Para muitos minhas palavras são heresia
 Para outros elas são esperança"...



- (Meu Nome É Poesia, de Tom)

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ESCOLHA DA THAI

          Há tantas obras que eu tentaria decorar, que levaria na lembrança. Tantas histórias que me alegraram, mas na difícil escolha de uma obra apenas eu seria com muita honra  O Mundo de Sofia.

          Guardaria na memória toda a história da pequena Sofia que próximo ao seu aniversário de 15 anos descobriu o mundo da filosofia. A cada capítulo, a cada ensinamento está gravado uma época diferente onde é descrito com fidelidade os pensamentos das sociedades antigas nos levando a compreender toda a evolução da história e filosofia junto com seus principais mestres.
   
          Em Fahrenheit 451 eu provocaria a curiosidade das pessoas com questões como "Quem é você? Como o mundo foi criado? Será que existe uma vontade ou um sentido por detrás do que ocorre? Há vida após a morte? Como podemos responder essas perguntas? E, principalmente, como devemos viver?" e junto com sua personagem principal conheceríamos  um pouco sobre a vida  e os pensamentos de filósofos como Sócrates, PlatãoAristótelesDescartesMarx, Darwin, Freud entre tantos outros. A história que eu levaria em memória não tentaria explicar todas as respostas, e sim apresentar questões as pessoas com a finalidade de fazê-las pensar e posteriormente apresentando a visão de pensadores sobre tais questões, assim, Sofia (e seus leitores) poderiam comparar diferentes pensamentos podendo assim criar as suas próprias respostas. Uma obra interativa que provoca pensamentos fazendo qualquer ouvinte/leitor se questionar e filosofar sobre as coisas mais simples até as mais complexas.


          "O outro envelope também trazia o seu nome. Abriu-o e tirou uma pequena folha de papel, igual à primeira, em que estava escrito: De onde vem o mundo?
          Não faço a menor idéia, pensou Sofia. Mas também ninguém sabe! E apesar disso Sofia achou a pergunta pertinente. Pela primeira vez em sua vida ela pensava que era praticamente impossível viver num mundo sem ao menos perguntar de onde ele vinha.
          Sofia estava tão perturbada com as duas cartas misteriosas que resolveu se enfiar em sua caverna. A caverna era o seu esconderijo secreto. E ela só ia para lá quando estava muito brava, muito triste ou muito alegre. Hoje ela estava muito confusa."
 Trecho do livro O Mundo de Sofia


       Este post/crônica foi escrito para participar da idéia da blogagem coletiva com o tema “Em Fahrenheit 451, que livro você seria?”, do blog Livros e afins.  
         

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Mar de Dúvidas...

O que parecia certeza hoje já me soa tão... nebuloso.
O que terminava num ponto agora é uma interrogação.
O que antes era certo já se perde no mar de dúvidas...

Dúvida.



O que pode ser seu caminho, hoje te perturba
Aquele mar de dúvidas, de repente, se agita
E assim, as dúvidas se inquietam em perguntas sobre o desconhecido...

Futuro?


Para onde vai esse barco que navega?
Para onde leva esse vento que me carrega?
Tufões e tempestades de um oceano de possibilidades
Oceano... teu nome é futuro...

Incerto.

Ah, doce certeza, por que sumiste?
Deixaste o incerto aqui,  sem objetivos e planos...
Deixou a certeza apenas da dúvida.

Objetivos?



No mar de dúvidas o barco se perde
Não há marujos, não há capitão
Tudo mudo num silêncio profundo

Receio.

Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo das perguntas
Eu tenho medo das respostas...

Thai e Tom

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Eu não existo sem você

"Eu sei e você sabe já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe  que a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos 
me encaminham
pra você

Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim, eu não existo sem você"


Tom Jobim e Vinícius de Moraes



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Acho Que Meus Dias São Bipolares...

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Antes um esclarecimento:
 - Quando me refiro a bipolaridade quero falar sobre um distúrbio psicológico mais conhecido como dupla personalidade.
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Lá estamos num belo dia de sol. Brisa suave e nuvens macias passeiam no céu. Algumas crianças brincam logo ali junto aos pais. As flores parecem mais coloridas que o de costume enquanto sorveteiros espalham pelo parque o sabor do chocolate, flocos e morango. Nesse exato instante aproxima-se uma enorme nuvem cinza. O que era uma brisa agora é um vendaval de arrancar árvores e lancá-las aos ares. Crianças e pais correm desesperados. Começa a chover. O céu está caindo e não sobrou ninguém para contar como foi...
Realmente, às vezes me sinto como um desses dias. Tudo parece tão bem, até que um instante - aquele em que uma nuvem cinza vem - põe tudo para baixo. Não sei se sou o único (creio que não) a sofrer desse mal... é como que sem motivação alguma você sai do sorriso para as lágrimas e não sabe explicar o por quê.

Hoje fui comprar um treco pela internet, mas tinha que usar cartão de crédito para comprar. Não tenho cartão de crédito. De diversas maneiras tentei comprar. Pedindo para amigos usarem o cartão deles por mim, que pagaria mais tarde, foi uma dessas tentativas, no entanto, o resultado é que ninguém podia ajudar ou não queria. Fiquei chateado com isso e o treco, que antes era a coisa mais legal do mundo já é motivo de lembrar que por causa dele meu dia ficou meio cinza. É disso que estou falando!

Tem dias que eu acordo e me parecem tão bons...até que algum fato faz dele o pior dos dias. É como se o dia tivesse dupla personalidade.

O pior disso é a variação de humor e a quebra total da expectativa em curto espaço de tempo. Muitas vezes estamos tomados por uma enorme alegria, sorrisos e  esperança, esse dia não é comum, não seria comum, seria um lindo dia, diferente de muitos outros. Mas então, no meio de tanta alegria ocorre um fato, um fato que te entristece muito. Se fosse algo que provocasse raiva, você poderia tomar calmante, se provocasse um grande problema, poderia procurar a solução, mas esse fato provoca tristeza. Aquela alegria que estava em você some, desaparece, e no lugar dela há um desanimo, vontade de deixar tudo para lá e ir pra Lua. De se isolar do mundo e de todos. Essa variação da euforia para a tristeza é o que me motiva a pensar que meus dias são bipolares, pois, como pode algo estar tão bem e em pouco tempo, tão mau. Acredito que esse dia começou para ser diferente, não podia ser um dia igual, tinha que ser diferente. Nesse caso foi um dia rasteiro, que te entrega a alegria, a esperança de um ótimo dia e depois, quando você está sorrindo, feliz, planejando tudo a tempestade caí e caí de uma vez! 

Não vou mentir, já tive outros dias como esse e quando tudo desaba não vejo como melhorar as coisas. Quanto mais as horas passam, mais as coisas pioram e parece que tudo está ligado. Chega a ser cômico, sabe? Até vira assunto entre amigos e rende boas risadas. Realmente, só rindo para não chorar. 

De qualquer forma, para mim, esses são os piores dias de forma geral, pois, essa instabilidade, esse dar o doce e depois tirar, essa euforia seguida de tristeza me deixa sem reação, meio que sem chão.

Esses dias bipolarizados sempre me deixam chateado... mas acabo encontrando remédio. Normalmente, quando a gente pergunta para alguém qual a reação delas para tais dias as respostas variam muito. Algumas preferem a solidão. A solidão acaba sendo uma boa companheira nessas horas, pois é naquele tempo consigo mesmo que nós encontramos algumas respostas ou até um espaço pra chorar, sei lá! Tem outras pessoas que buscam a companhia de bons amigos para passar momentos alegres e, quem sabe, esquecer aquele dia fatídico... outras pessoas procuram ficar perto de alguém que é sinônimo de felicidade - no meu caso é a Thai - enfim, isso varia de pessoa pra pessoa.

Quanto mais horas tem nesse dia, mais coisas chatas tendem a acontecer, logo, meu remédio para esses dias é dormir. Sonhar é a forma mais simples de me isolar do mundo, de esquecer tudo e todos, de fazer as horas desse dia passarem rápido pois, quando eu abrir novamente os olhos, já ocorrerá outro amanhecer e aquele dia que tanto falo já não é mais parte do presente, e sim, do passado.

No entanto, esses dias sempre tem um fim e acabam virando mais um dia apenas para ser lembrados. Basta olhar para frente e seguir. Dias bipolares sempre existirão, a grande questão é como a gente os encara. Enfim, acorda, olha pra frente e segue vivendo e torça para que o dia não seja bipolar... ou sei lá, tripolar...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Palhaçada

Evidentemente todos sabem que a candidatura de nosso excelentíssimo Tiririca está ainda em processo. Motivo: há indícios de que o candidato é analfabeto funcional. Ok.Este é o fato. Agora vem a grande questão: Por que diabos, motivo, razão ou circunstância o cara foi o deputado mais votado das eleições? O que leva o estado mais populoso e rico do país a votar no Tiririca?

Fiquei, e ainda estou, indignado com toda essa história, pois a desculpa que mais escuto para alguém votar no Tiririca é que foi uma forma de protesto contra toda a corrupção que ocorre no congresso e que somente assim todos os deputados e senadores veram o quanto nós, o povo brasileiro, estamos terrivelmente chateados e tristes com o que eles estam fazendo...  ¬¬'''' .... put* m*rd*!!!! Que tipo de pensamento mais sem sentido. Você realmente acha que algum político vai se sensibilizar com isso? Imaginemos a cena: "Ohh meeeu Deeuss! vocês viram o que os eleitores fizeram? Votaram no Tiririca. Estam querendo nos dizer que estam indignados com o nosso comportamento. E que querem uma reformulação das fórmulas políticas desse país. Querem uma renovação da força política e dos partidos nacionais. O povo brasileiro quer mudança! Sim! Vamos dar isso a eles"! Pelo amor de Deus! Chega ser uma piada isso. É mais provável que eles tenham dito: "Que bando de idiotas"! Não. Eles não vão mudar nada porque um bando de "eleitores que não sabem o poder do voto" votaram no Tiririca.

Outra questão que me preocupa é o exemplo que esse fato proporciona aos futuros eleitores. Recordo-me de ri e cantarolar algumas músicas do palhaço Tiririca quando era criança e, recordo-me também, de algumas eleições onde meu pai e o vizinho da frente não concordavam sobre o governador e ficavam discutindo por horas as propostas dos partidos. Logo pequena eu entendi que de um palhaço era normal causar risos e de uma eleição era normal causar debates, discussões e deixar os adultos mais sérios, calculando a vantagem e a desvantagem para ele e para a população do local se tal candidato for eleito. Fico a imaginar se eu tivesse nascido nessa década, como esses ensinamentos teriam chegado a minha cabeça e que impacto teria. Um criança de sete/oito anos vendo seus pais rindo das eleições, vendo os jovens acessando a internet para procurar vídeos engraçados sobre a eleição e nunca olharem as propostas ou os debates das mesmas - tirando o debate da Weslian (mas isso é assunto para outro post). Uma criança que presencia os adultos rindo das eleições e votando em uma pessoa que é um analfabeto funcional para representa-los na política. Poxa, o que essa criança irá pensar sobre as eleições? Talvez, algumas lembrem das eleições como época de videos engraçados na internet e não como uma época de debates e discussões entre vizinhos de partidos diferentes.


Eu realmente não compreendo o motivo do Tiririca ter ganho, não mencionarei a quantidade de votos, mas só o fato dele ter ganho já é assustador. Informações que a população deveria ter procurado no lugar de ter visto N vezes a campanha do Tiririca seria o fato da vitória do Tiririca levar ao governo pessoas como o deputado Waldemar Costa Neto, protagonista do mensalão.

O slogan da campanha do Tiririca era "Pior que tá não fica". As pessoas riam e se divertiam disso. Pois acredite: quem votou no cara ajudou a piorar e muito. Fico me perguntando o que Péricles e outros grandes nomes da democracia ateniense devem estar fazendo em seus túmulos ao saber dessas histórias.

Entenda que se você quer realmente protestar contra tudo isso que vem ocorrendo é muito simples: não vote nos mesmos políticos de sempre. Analise as propostas de outros candidatos. Compare. Mantenha os que se revelam bons para o sistema e puna, através do voto, os que se mostram uma doença para os cofres públicos. E lembre-se que votar num palhaço não vai mudar absolutamente nada.

Agora uma pergunta: advinha quem é o palhaço agora hein?!

( a ) Presidente Lula
( b ) Tiririca
( c ) Corpo legislativo brasileiro
( d ) O povo brasileio

Vou te contar viu. Palhaçada......
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